«Têm-me dito que as vitórias trazem confiança. Ganhando, o moral está em cima, a cabeça está limpa e isso é muito importante no futebol. As vitórias dão alento e força. Campeão? Por que não? O Sporting está a praticar bom futebol, tem um bom plantel, bem orientado e uma estrutura muito forte. Tem todas as condições para lutar até ao fim», afirma.

A aventura por terras helvéticas, confessa, poderia estar a correr melhor, mas ainda há tempo: «O começo não foi nada fácil para mim. Cheguei vindo de uma paragem e, no segundo treino, lesionei-me logo. Vim para Portugal, recuperei, e voltei mas a equipa já estava mais ou menos formada e, até ao momento, não tive grandes oportunidades para jogar.»

«Com novo treinador [João Carlos Pereira], espero vir com força desta paragem e apanhar o comboio, para poder jogar e ajudar o Servette», acrescenta, sem se arrepender da aposta: «Saudade, só da família. Do futebol, não. Optei por emigrar, tinha várias opções em Portugal, entre elas novamente a Académica, mas depois de deixar o Sporting o meu pensamento foi sempre experimentar outro campeonato.»

Académica-Sporting visto pelos dois lados

Carlos Saleiro passou pela Académica na segunda metade da época 2008/09, depois de um empréstimo pouco produtivo ao V. Setúbal. Na cidade do Mondego, foi orientado por Domingos Paciência, o mesmo técnico que o dispensou de Alvalade. Vale pena, por isso, ouvi-lo sobre o próximo confronto entre duas das equipas que representou:

«Vai ser complicado para as duas. São duas equipas moralizadas, uma pelo sexto lugar no campeonato e , ainda pelo percurso na Taça de Portugal; a outra pelo terceiro, mas vinda de várias vitórias consecutivas, pese a derrota com o Benfica e em Roma. É um encontro de resultado incerto. Tanto uma como outra joga bom futebol, estão bem orientadas e têm muitas opções no plantel.»