Portugal foi eliminado, este domingo, no Mundial de Sub-20 depois de perder com o Uruguai nas grandes penalidades. A seleção nacional acabou por não ser feliz depois de ter sido superior aos uruguaios em todo o encontro, como Emílio Peixe sublinhou após a eliminação.
 
«Dominámos do princípio ao fim. Enfrentámos uma equipa muito forte, com bons jogadores do ponto de vista individual, mas conseguimos neutralizar quase todas as mais-valias do adversário. Não fomos suficientemente competentes para sair vitoriosos neste jogo, mas tenho a certeza que deixámos uma imagem muito positiva.»
 
«Mostrámos ao mundo a qualidade dos nossos jogadores, a qualidade da nossa organização e estamos satisfeitos por isso. Obviamente, sentimos que podíamos chegar mais longe. Estamos tristes, mas seguros que o futebol português terá mais e melhores jogadores no futuro», acrescentou em declarações à FPF.
 
Nesse sentido, o selecionador nacional faz um «balanço positivo» da participação portuguesa na prova: «Estes jogadores foram uns heróis. Não foi só hoje, contra o Irão ou a Coreia, os jogos que ganhámos. Com sete jogadores sub-18 neste grupo, alguns a integrarem-no pela primeira vez, justificaram por absoluto a opção de os trazermos connosco. Pensando no processo, pensando no futuro... Não nos podemos esquecer que faltam aqui seis jogadores que fizeram muitos jogos pelas seleções nacionais e pertencem a esta geração. Quatro estão nos sub-21 e estamos satisfeitos com isso. Ainda há mais dois que se lesionaram na parte final da época. Sem estes, o que os outros fizeram aqui foi fantástico.»
 
Porque chegou ao fim também uma etapa para muitos destes jogadores, Emílio Peixe fez igualmente um balanço desta geração de 1997/1998: «O balanço deste ‘projeto-mundial’ é muito positivo porque estes jogadores tiveram a oportunidade de estar presentes em duas fases finais de Europeus - sub-17 e sub-19, onde atingiram as meias-finais - e num Mundial. Viveram um Campeonato do Mundo por dentro, com um desempenho muito bom, deixando a sua marca e uma imagem muito positiva. Houve permanentes elogios à nossa qualidade de jogo e à qualidade dos nossos jogadores. Dignificámos o nosso país e, portanto, estamos muito satisfeitos com o comportamento da equipa.»
 
«Jogadores que chegam à seleção sub-21 com 50, 60, 70 ou 80 internacionalizações estão obviamente bem preparados para as próximas etapas. Há todo um trabalho de desenvolvimento dessa capacidade nos escalões inferiores, que depois é aproveitado pelo futebol profissional da melhor forma, quer pelos clubes quer pelas seleções que estão acima. Temos aqui jogadores já internacionais sub-21, o que significa que já tiveram oportunidade de vivenciar o espaço acima deste, e seguramente que muitos dos que aqui estiveram voltarão a ser chamados a esse escalão no próximo ano», concluiu.