Muitas mudanças e muita vontade de provar qualidade resultaram num início de jogo a grande velocidade, demasiada para conseguir ser mantida até ao final do encontro. Portugal procurava a baliza incessantemente, e o Luxemburgo ia deixando que a ânsia dos jogadores portugueses lhes gastasse a energia.

 

André André tomou conta do meio campo, fazia circular a bola, colocava-a na frente. Nos flancos, Bernardo Silva e Rafa surgiam com perigo. Lucas João queria, mas queria demais, e não conseguia a calma necessária no remate. Acabou perdulário. Joubert também não estava disposto a facilitar e foi negando o golo aos jogadores portugueses.

 

A chuva caía com intensidade, mas os adeptos nas bancadas não esmoreciam. Portugueses, muitos, emigrantes, a maioria, iam passando energia aos jogadores das Quinas num momento em que estes iam perdendo o gás inicial. E uma distração podia ser fatal. À passagem dos 25 minutos de jogo, Joachim antecipa-se a José Fonte, coloca em Bensi, que remata para uma bela defesa de Anthony Lopes, a demonstrar atenção.

 

Nova incursão portuguesa, com um remate de Rúben Neves para fora e novo contra-ataque do Luxemburgo. Bensi remata à entrada da área, a bola bate em dois jogadores portugueses e quase engana Anthony Lopes, que voltou a mostrar que estava atento.

 

Volta a subir Portugal numa nova onda de energia. Rafa remata à malha lateral, Lucas João atira ao lado. O perigo rondava a baliza do Luemburgo. E ainda viria pior. Bernardo Silva cruzou para Vieirinha, que deixou para André André e este, a rematar com a parte interna do pé, de forma quase lateral, fez o 1-0.

 

O médio portista estreou-se a marcar na Seleção A. André André marcou na Seleção A 26 anos depois do pai, que em 1989 faturou frente a Angola.

 

Portugal estava na frente e queria mais. Vieirinha e Bernardo Silva obrigaram Joubert a duas grandes defesas, e o lateral ainda fez tremer o poste. Depois, mesmo em cima do intervalo, enorme falhanço de Lucas João que, a receber um passe de Rafa de frente para a baliza, rematou ao lado. O interregno chegaria com uma vantagem de 1-0 para a formação portuguesa.

 

A segunda parte começou mais calma. Ambas as equipas procuravam o golo, mas sem as corridas desenfreadas da primeira parte. Portugal continuava melhor, o que não é de admirar, já que é melhor equipa, e podia ter aumentado a vantagem aos 57 minutos, mas Bernardo Silva, de frente para a baliza vazia, rematou ao lado. Logo a seguir, um corte in extremis negou o golo a Vieirinha. E, aos 70 minutos, Joubert negou o golo a um remate de Fonte na área.

 

O Luxemburgo ainda tinha munições e tentou surpreender quando Deville conseguiu furar por entre os centrais portugueses e rematou, mas Anthony Lopes a esticou-se todo para lhe negar o golo.

 

Quando o resultado já parecia selado, Nani, na conversão de um livre junto à área do Luxemburgo, conseguiu fazer a bola passar à volta da barreira e só parar no fundo da baliza. Estava feito o 2-0, justíssimo para o domínio português, e que terá dado muitas notas ao bloco do treinador Fernando Santos, naquela que foi a primeira vitória por mais de um golo desde que assumiu a Seleção Nacional.