Bruno Fernandes foi confrontado com as expulsões recentes ao serviço do Manchester United, de forma consecutiva, diante do Tottenham e do FC Porto. Na última, em jogo da Liga Europa, viu o segundo amarelo num lance que também envolveu Diogo Costa, um colega de Seleção Nacional.

«O reencontro [com Diogo] foi igual. Tivemos um jogo contra o outro, cada um queria defender os seus interesses, nada disso passa mais do que isso. Nenhum dos dois levou a melhor. Não houve nenhum ressentimento por ser expulso, não foi o Diogo que se atirou para o chão a dizer que lhe acertei na cabeça. E mesmo que tivesse sido, estava a fazer o papel dele, tirar alguma vantagem do jogo», disse um dos capitães da Seleção Nacional, em conferência de imprensa de antevisão ao jogo com a Polónia, neste sábado.

Uma prova de coesão do grupo. E também sobre o grupo, Bruno Fernandes abordou a integração de jovens jogadores na Seleção e também alguns possíveis estreantes como Samuel Costa, Ricardo Velho ou Renato Veiga. 

«Já falei do João Neves quando chegou à seleção. A timidez inicial, aconteceu comigo também. Quando cheguei tinha jogadores mais experientes e que me acarinharam muito e ajudaram-me a sentir bem no espaço. Jogadores como Nani, Coentrão, Bruno Alves ou Beto. Sempre fizeram com que me sentisse bem para usufruir do espaço da melhor maneira para poder crescer e estar a um nível cada vez melhor», disse.

«O meu papel é fazer com que os que chegam se sintam da mesma maneira. Para cá estar, existe um motivo. Há que desfrutar do momento. Saber que é oportunidade única na carreira representar a nossa Seleção», concluiu o médio de 30 anos.