O futebolista português Francisco Conceição assume que «quer muito» estar no Mundial 2026 ao serviço de Portugal e, num ano que pode ser o da última presença de Cristiano Ronaldo nessa competição, o extremo da Juventus crê que «os factos» que CR7 vai apresentando na Seleção falam por si, sobre se a equipa nacional é melhor com ou sem o atual jogador do Al Nassr.
«É normal que as pessoas tenham a sua opinião, cada um tem a sua. Mas sentimos que o Cristiano, por tudo o que faz e continua a fazer... Não há nada que os factos não digam. Se continua a fazer os golos que tem feito, sem dúvida que é uma ajuda para a Seleção», afirmou Conceição, em entrevista à SportTV, transmitida esta sexta-feira, na qual também falou de Sérgio Conceição e do FC Porto.
E se Ronaldo tem em vista o Mundial 2026 pela Seleção, o mesmo tem Francisco Conceição. «Quero muito lá estar e vou fazer por isso, mas sinto-me sempre no dever de provar que mereço estar lá todos os dias e jogar onde jogo. A exigência é máxima e todos os dias tenho de estar no meu melhor e demonstrar a capacidade de representar o país», frisou.
«Todos os jogadores sonham jogar um Mundial. Digo sempre que a Seleção é o expoente máximo de um jogador e quero estar no Mundial e ser importante na Seleção, mas até lá há este trabalho que tem de ser feito para poder chegar lá o mais preparado possível», disse, ainda, respondendo também sobre o favoritismo ou não de Portugal na competição.
«Temos grandes expectativas, mas temos de pensar jogo a jogo, todos serão importantes. Não adianta dizermos que somos favoritos se depois não demonstrarmos essa qualidade em campo. Há muitos fatores e temos de estar preparados», respondeu.
Portugal está inserido no grupo K e tem como adversários Uzbequistão, Colômbia e o vencedor do play-off que envolve Jamaica, República Democrática do Congo e Nova Caledónia.
Ainda a conversa com Ronaldo e a Juventus
Questionado sobre se falou com Cristiano Ronaldo antes de rumar à Juventus, clube italiano que CR7 representou, Conceição revelou que ambos falaram, mas já com este na Juventus e quando se encontraram na Seleção.
«Ele disse que é um clube gigante e que requer o máximo, porque está habituado a ganhar, que é um clube em que é para ganhar todas as competições em que está inserido. Gosto dessa exigência e sinto-me bem, estou feliz», partilhou, apontando como «objetivo mínimo» para a época 2025/26, no campeonato italiano, os quatro primeiros lugares e consequente apuramento para a Liga dos Campeões. O título não está fácil, mas o português diz que se está a trabalhar para o clube lá chegar.
«Neste momento estamos a dez pontos e é difícil, mas neste clube tens de ganhar. Estamos longe, mas temos de tentar chegar lá acima. É verdade que, não ganhando o título, é sempre difícil num clube como a Juventus, em que o “scudetto” é o principal objetivo. Estamos a trabalhar para chegarmos a esse desejado título. Perdemos pontos no início do campeonato, andamos atrás e cabe-nos a nós dar o máximo para voltarmos a ganhar esse título», rematou.