«Tenho sempre de mostrar a minha qualidade e vontade de estar aqui a servir a seleção, que é algo importante para qualquer atleta. Ainda não sei se vou jogar, mas estou preparado», começou por destacar. «A minha ideia passa sempre por estar entre os eleitos como aconteceu no Mundial. Portugal sempre foi forte nesta posição. Há quatro centrais que têm sido chamados com regularidade, mas vou fazer o trabalho no meu clube até maio para poder estar no Europeu. Sou um jogador ambicioso e acredito que isso pode acontecer. Resta-me trabalhar ao máximo», prosseguiu.

 

Depois da derrota na Rússia, com um golo ao cair do pano, segue-se o Luxemburgo, uma seleção, à partida, mais acessível. «É diferente ser um jogo particular, mas somos profissionais e encaramos os jogos com seriedade e máxima concentração pois o país assim nos obriga. O selecionador disse que estava à procura de equipas para testar novas situações de jogo e, nesta altura, já não existem seleções de baixa qualidade. Todas as equipas são organizadas. De certeza que o Luxemburgo nos vai exigir muito», comentou.

Uma dupla jornada sem a presença do capitão Cristiano Ronaldo. «É a nossa referência e faz falta não só dentro de campo. Mas há outros jogadores que têm um papel na liderança do grupo e conseguem amparar e ajudar integração dos mais novos», disse o central do Zenit.

O defesa falou ainda sobre os atentados de Paris, garantindo que a seleção sentiu-se sempre segura. «É normal estarmos preocupados. Tivemos consciência do que aconteceu no pequeno-almoço de ontem, sentimo-nos tristes, mas não podíamos pensar que nos iria acontecer alguma coisa no voo ou mesmo aqui. As coisas estão controladas», referiu ainda.