Roberto Martinez explicou a convocatória de Samu Costa para os jogos de preparação com o México e Estados Unidos e também esclareceu as opções polivalentes que tem para as laterais.
É importante continuar a introduzir jovens na seleção principal, como são agora os casos de Rodrigo Mora e Mateus Fernandes?
«Jogadores jovens são muito importantes, mas não é só agora. Já chegaram o Pedro Neto, Xico Conceição, João Neves, a estreia do Gonçalo Inácio… Os jovens são importantes, o equilíbrio com os jogadores experientes também é importante. Temos a sorte que os nossos jogadores experientes são fantásticos a abrir as portas e o espaço aos mais jovens. Também trabalhamos com os Sub-21 como primeiro passo para a seleção A. O talento jovem, especialmente em Portugal, é muito importante para a seleção A.»
Além de Nuno Mendes, não há mais nenhum lateral esquerdo de raiz na seleção?
«É uma reflexão, o que é importante é ter um grupo de jogadores com polivalência. Para nós, a posição de lateral esquerdo, é uma posição que um jogador de pé direito pode jogar como lateral esquerdo. Temos o Nuno Mendes, que é lateral esquerdo, temos o João Cancelo que está a jogar numa das melhores equipas do mundo na posição de lateral esquerdo. Para nós, a duas posições, lateral direito e lateral esquerdo, estão bem preenchidas, com Diogo Dalot, Matheus Nunes, João Cancelo e Nuno Mendes. Não é uma questão de mais jogadores. Temos vinte posições na seleção, a polivalência é importante. É uma reflexão que já fizemos em novembro. Temos de ter todas as posições cobertas».
Samu Costa é outra das novidades que ainda não abordou...
«O Samu é um jogador que já conhecemos, a sua impressão foi muito boa, mas acho que mudou. Queremos utilizá-lo numa nova posição, no seu clube está a jogar numa posição muito dinâmica, está num momento muito bom. É também o aspeto da energia. Falei numa exigência deste Mundial vai ser a energia no dia porque é um Mundial muito complexo. A energia do Samu e do Mateus Fernandes podem vir a ser importantes dentro do convívio da seleção».
Estes jogos também vão servir para crescer a nível ofensivo?
«Acho que é uma boa oportunidade para defrontar equipas que têm muita personalidade, defrontar equipas que gostam do um-para-um em todo o campo. Acho que podemos experimentar a nossa saída, a construção sob a pressão do México e doo EUA. É uma pressão ao homem com muita intensidade. São aspetos que podemos experimentar bem taticamente que podemos encontrar frente equipas da Concacaf».