Mateus Fernandes é o único estreante na última convocatória de Roberto Martínez, para os jogos de preparação com o México e Estados Unidos. Em conferência de imprensa, antes da partida para Cancún, o médio do West Ham revela como recebeu a notícia da convocatória e como estão a ser estas primeiras horas ao serviço da equipa que representa o país.

Como recebeu a notícia desta convocatória?

«Muito feliz por estar aqui, sempre foi um objetivo que me propus para esta época para tentar cumprir, sei que a qualidade é muito alta aqui na seleção. A nível de individualidades, para mim, talvez seja a melhor seleção neste momento. Foi uma boa surpresa, foi por algo que trabalhei, acho que consegui ter consistência no meu trabalho e estou muito feliz por estar aqui.»

Quando é que soube que estava convocado?

«Estava a treinar, a minha namorada ligou-me, foi um momento muito emotivo para mim. Como já disse, era algo que tinha como objetivo para este ano, só os meus pais, a minha namorada, o meu círculo mais próximo, é que sabiam, mas muito feliz.»

Como reagiu aos elogios de Roberto Martinez no anúncio da convocatória?

«Agradecido ao míster pelas palavras que me disse, é bom sinal, é sinal que está atento ao meu trajeto na Premier League. Nem sempre é fácil jogar na Premier League, tem sido uma batalha constante, jogamos contra jogadores que estão entre os melhores do mundo, é tudo uma aprendizagem. Agora estou neste espaço da seleção, tento aprender com estes jogadores que estão ao mais alto nível, portanto, para mim é um prazer estar aqui.»

Como é que foi recebido na seleção?

«Foi muito boa, também já conhecia alguns jogadores, é normal ter estado um pouco nervoso neste primeiro dia, ia treinar com jogadores que via na televisão e que eram exemplos para mim, mas acho que isso, com o tempo, vai melhorar.»

Já houve alguma praxe na seleção?

«Ainda não houve nenhuma, mas já me avisaram que vai haver, tenho de me preparar para isso.»

Neste momento o Mundial, mais do que um sonho, é um objetivo?

«Sim, tento focar-me naquilo que controlo. O ano passado foi uma época um bocado atípica para mim, com muitas derrotas. Foi um ano de aprendizagem, também acabei por acabar a época com a derrota nos sub-21 que me custou bastante, portanto, foi um ano de muita aprendizagem. Sinto que estou um jogador mais maduro agora, tanto fora como dentro do campo, por isso também coloquei esse objetivo, tentar ir ao Mundial. Agora, sei que tenho de ter consistência o meu clube, fazer as coisas direitas no dia a dia e focar-me, que é o que mais importa.»