A convocatória de Roberto Martínez para os jogos com o México e Estados Unidos, a última antes da convocatória final para o Mundial 2026, conta com algumas novidades, mas também com algumas ausências de relevo. A começar por Cristiano Ronaldo, que está a recuperar de lesão, mas também alguns jogadores que têm estado em destaque nos respetivos clubes. A porta continua aberta para quase todos, mas Raphael Guerreiro parece ser já uma carta fora do baralho.

Cristiano Ronaldo está fora por lesão. Está em risco para o Mundial?

«Não está em risco. É uma lesão leve, uma lesão muscular. Uma lesão que achamos que é para poder voltar dentro de uma ou duas semanas. Não é um período muito longo. Tudo o que o Cristiano fez fisicamente esta época mostra que está num momento ótimo e não há um problema físico.»

Bernardo Silva também ficou de fora por problemas físicos?

«O Bernardo Silva é uma questão técnica, baseada em informação médica disponibilizada pelo clube do jogador. É aproveitar o espaço para experimentar jogadores novos. Este estágio é para isso, para experimentar e dar espaço a jogadores que merecem estar na seleção.»

Quantos aos restantes? Quem não está nesta convocatória já nem tem possibilidades de estar na convocatória final?

«Podem, a porta da seleção está sempre aberta. Acho que é difícil, se um jogador não estiver no espaço da seleção depois dos jogos de março poder entrar, mas poder pode. No futebol, temos de sempre de esperar o inesperado. Tudo pode acontecer. Tudo tem um processo. Já temos um bom número de jogadores que esteve na fase final em convocatórias, na Liga das Nações. Temos uma competitividade importante que dá para escolher bem, mas fechar a porta é impossível no futebol.

É uma última oportunidade para alguns jogadores?

«Acho que o nosso processo é muito rigoroso. Agora temos este estágio de março, é para gerir o aspeto físico dos jogadores. Rúben Dias, Nélson Semedo são jogadores importantes que não estão aptos. Para nós agora é uma oportunidade. Agora é mostrar o que podem fazer no espaço seleção. São dois amigáveis, mas são dois jogos muito importantes. Queremos usar o máximo de substituições. Estamos à procura de uma resposta da FIFA, mas acho que podemos fazer mais de seis substituições. Queremos criar espaço e criar competitividade para os jogadores. O objetivo é construir a melhor a equipa para ir ao Mundial».

Raphael Guerreiro ficou outra vez de fora. Não será opção para a fase final?

«O Raphael Guerreiro. Há situações em que temos de respeitar os jogadores. Eles têm momentos da carreira que temos de ouvir. O Raphael pediu para ficar de fora da Liga das Nações, não é um jogador que esteja na nossa lista».