A lesão de Diogo Costa voltou a abrir as portas da Seleção Nacional a Ricardo Velho a poucos dias de dois jogos de preparação para o Mundial 2026, primeiro com o México, depois com os Estados Unidos. Uma oportunidade caída do céu para o guarda-redes natural de Vila Nova de Famalicão que, em 2023/24, foi eleito melhor guarda-redes da liga portuguesa, mas que está agora a realizar uma temporada atípica, emprestado pelo Farense aos turcos do Gençlerbirligi. Um pretexto para o Maisfutebol, com a ajuda do parceiro da SofaScore, analisar a temporada do guardião que, nos próximos jogos, vai lutar por um lugar na baliza portuguesa com Rui Silva e José Sá.
Falamos de uma temporada atípica porque, como se sabe, o Farense desceu no final da última época para a II Liga. Ricardo Velho ainda fez três jogos pelo clube algarvio no segundo escalão, mas, no último dia do mercado de verão, foi emprestado aos turcos do Gençlerbirligi.
Começou a temporada com o estatuto de suplente e só se estreou na liga turca em novembro, curiosamente, não por opção do treinador, mas por exigência de uma cláusula contratual. A verdade é que o guarda-redes de 27 anos agarrou a oportunidade com as duas luvas e, desde aí, passou a jogar com maior regularidade, acumulando 17 jogos [16 no campeonato e 1 na Taça da Turquia], chegando agora a março como quarta opção de Roberto Martínez e com possibilidades de ir à fase final do Mundial 2026 que está já aí à porta.
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Gençlerbirligi é um clube com objetivos modestos na liga turca, atualmente no 14.º lugar da classificação, a lutar por escapar aos lugares de despromoção. Neste contexto, Ricardo Velho, na maior parte das vezes, está sempre muito em jogo, com muitas intervenções ao longo dos 90 minutos, mas apresenta números bastante positivos. Dos 16 jogos na liga turca, terminou quatro sem sofrer golos, o que se traduz em um quarto dos jogos com a «ficha limpa».
Nos restantes doze jogos, o guarda-redes português, ainda sem penáltis defendidos, consentiu 21 golos, o que perfaz uma média de 1,31 golos sofridos por jogo, mas a verdade é que, com um total de 60 defesas, Ricardo Velho tem uma média elevada de 3.81 golos evitados por jogo, números apenas ostentados pelos melhores.
Com Diogo Costa afastado por motivos físicos, Ricardo Velho vai ter, na seleção, a concorrência direta de Rui Silva, o dono da baliza do Sporting, e de José Sá, guardião do Wolverhampton. Pedimos, por isso, à SofaScore para também analisar os números dos quatro candidatos, incluindo aqui o guarda-redes do FC Porto, a defender a baliza de Portugal no Campeonato do Mundo do próximo verão.
Entre os quatro, Ricardo Velho é o que joga no clube com menos ambições desportivas, sendo por isso, um dos guarda-redes que mais defesas faz durante os jogos, mas, mesmo assim, consegue superar o companheiro do Wolverhampton em vários parâmetros. Como já dissemos, o guarda-redes do Gençlerbirligi tem uma percentagem de 25 por cento de jogos sem sofrer golos, ficando claramente atrás de Diogo Costa (54 por cento) e Rui Silva (43 por cento), mas à frente de José Sá (20 por cento).
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Com 21 golos consentidos em 16 jogos, Ricardo Velho tem uma média de 1,31 golos sofridos por jogos, ficando novamente atrás dos guarda-redes do FC Porto (média de 0.51 por jogo) e do Sporting (0.83), mas outra vez à frente do dono da baliza do Wolverhampton (1.70)
Quanto ao número de defesas, Ricardo Velho é o que é mais posto à prova cada vez que entra em campo, acumulando uma média de 3.81 defesas por jogo, bem à frente dos companheiros de seleção, uma vez que José Sá tem uma média de 2.50, Rui Silva de 2.46 e Diogo Costa 1.87.
Em resumo, Ricardo Velho soma menos jogos do que os companheiros de seleção esta temporada, mas, quando joga, tem muito mais trabalho do que Diogo Costa, Rui Silva ou José Sá.