Confira a FICHA DO JOGO

 

Contra Albânia, na passada quinta-feira, Portugal tinha goleado com Carlos Mané, Gonçalo Paciência e Ricardo Horta. Esta terça-feira, a seleção entrou em campo com Iuri Medeiros, André Silva e Gelson Martins, sem se notar qualquer quebra na produtividade em termos ofensivos da equipa portuguesa que manteve pressão alta e fluidez de jogo a que nos habituou nos últimos tempos. Portugal assumiu, desde logo, as rédeas do jogo, com Cancelo e Rafa muito ativos sobre os flancos, a permitirem maior mobilidade a Iuri Medeiros e Gelson Martins junto da área, no apoio ao regressado André Silva.

 

Israel defendia com duas linhas bem compactas no relvado, mas Portugal provocava um verdadeiro caos quando conseguia fazer combinações entre essas duas linhas, abrindo facilmente espaços nas alas para os cruzamentos de Iuri e Gelson. A pressão portuguesa era intensa e as oportunidades sucederam-se a um ritmo vertiginoso. Iuri Medeiros deu logo o primeiro sinal, aos três minutos, com um remate da direita, Frederico Ramos atirou ao poste pouco depois e Bruno Fernandes também atirou a rasar o ferro.

 

Faltava um golo para dar lógica ao total domínio português e este chegou sob a forma de grande penalidade, depois de Abaid cortar com o braço um cruzamento de Gelson Martins. Bruno Fernandes, desde a marca dos onze metros, atirou a contar. Portugal manteve a mesma intensidade e, sete minutos depois, novo golo, desta vez assinado por André Silva que só teve de encostar, depois de um bom lance desenhado por Bruno Fernandes, Gelson e Cancelo. Foi o quarto golo do avançado do FC Porto em apenas dois jogos nesta fase, depois dos três que marcou na ronda inaugural na goleada à Albânia (6-1).

 

Susto a abrir a segunda parte

Portugal chegava ao intervalo com uma vantagem confortável que podia até ser bem mais dilatada, tal o volume de jogo que a equipa de Rui Jorge apresentou nos primeiros 45 minutos, mas a segunda parte foi bem diferente. O selecionador israelita fez duas alterações ao intervalo, mudando os extremos e, só nos primeiros cinco minutos, Israel atacou mais do que em toda a primeira parte. Logo abrir, a equipa comandada por Arik Benado podia ter reduzido a diferença, num lance incrível. Começa com uma cabeçada de Dor Peretz, que obriga Varela a defesa apertada, e, na recarga, Oz Peretz, irmão do primeiro, atirou à trave, com a bola a ir ao solo sem entrar.

 

A verdade é que Israel entrou bem melhor e aproveitou um período de menor concentração dos portugueses para pressionar junto à baliza de Varela. Portugal demorou, mas acabou por voltar a assumir as rédeas do jogo, permitindo a Rui Jorge gerir também a partir do banco, refrescando os flancos, com as entradas de Ricardo Horta e do estreante Diogo Jota. Portugal voltou a crescer e acabou definitivamente com o jogo, a três minutos do final, num bom lance que começou num cruzamento bem medido de Diogo Jota a permitir uma cabeçada colocada de André Silva que foi devolvida pelo poste e sobrou para a finalização de Ricardo Horta.

 

Portugal chega, assim, a meio da fase de qualificação, com o pleno de vitórias e uma média muito próxima dos quatro golos por jogo. Ainda faltam cinco jogos, mas Portugal está muito perto de garantir o primeiro lugar, uma vez que tem pela frente, já em 2016, três jogos consecutivos em casa.