A conferência de imprensa de Queiroz seguia em torno de Cristiano Ronaldo, e das declarações polémicas do capitão nacional quando o seleccionador tratou de meter ordem na casa. «Se precisar de levar toda a minha vida para fazer perceber e ensinar que as frustrações têm de ser contidas, vou fazê-lo», disse.

«Trabalhei num clube que me ensinou duas grandes lições. Primeiro, aconteça o que acontecer, nunca entrar em pânico. Segundo, ninguém está acima da Selecção Nacional. Ninguém. Os jogadores e os treinadores escolhem os clubes, mas aqui a Nação escolhe-os. Só está cá quem quer», acrescentou.

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O seleccionador deixou a entender, de resto, que vai ter uma atitude pedagógica com todos os atletas. «Precisamos de todos os nossos recursos. As pessoas não sabem quantas vezes chamo os jogadores ao meu gabinete para falar com eles. Por isso trouxe o Eusébio e o Simões, porque precisamos de referências.»

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«Não hipotequei o meu futuro no Manchester United para vir para cá para brincar com a minha vida ou com a Selecção Nacional. Quando digo que um jogador está lesionado, é porque está lesionado. Não duvidem. Quando digo que um jogador está cansado, então está cansado. Não brinquem com a minha honra.»

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Queiroz garante que vai continuar a trabalhar para fazer melhores jogadores e uma melhor Selecção. «O Ronaldo, o Simão, o Hugo Almeida são o melhor que temos para o nosso país. Não vamos desistir de fazer deles. Quando no final eles forem referências como o Eusébio ou como o Pelé, eu vou dormir mais descansado.»