Recorde-se que entre Novembro de 2006 e Fevereiro de 2007, José Veiga remeteu para o Sporting esclarecimentos acerca do paradeiro de dinheiros relativos a esse negócio.

«O dinheiro não foi para ninguém do Sporting nem para nenhuma conta do Sporting, de certeza absoluta», assegurou Soares Franco em julgamento, insistindo que José Veiga tem tentado «denegrir» a imagem do clube a que preside.

«Ele sabia do impacto que as declarações teriam para a opinião pública e o bom nome de uma instituição centenária e com o estatuto de utilidade pública. O Sporting sabe muito bem para onde foi o dinheiro (em cheque e transferências), está tudo documentado e ele (José Veiga) também sabe», acrescentou Soares Franco.

Freitas fala em contrato de dez milhões de euros

Carlos Freitas, actualmente a trabalhar no Sp. Braga, foi também ouvido esta quarta-feira pela juíza Ana Marisa Arnedo. Freitas esteve nove anos no Sporting e foi arrolado para a audiência como testemunha da defesa e da acusação.

«O José Veiga fez aquelas declarações para defender-se e lançar a suspeita sobre o Sporting e os seus dirigentes», declarou Carlos Freitas, que era em 2000 assessor da administração do Sporting.

Segundo o actual dirigente do Sp. Braga, o valor do contrato de João Vieira Pinto rondava os dez milhões de euros, repartidos por 2,5 milhões de euros a cada uma das quatro temporadas em que vigorou.

A próxima sessão está agendada para o próximo dia 25 de Março, seguindo-se mais depois a 3 e a 24 de Abril.