O (demasiado) equilíbrio nos momentos decisivos, apesar do maior ascendente da equipa da casa, impediu que o marcador destacasse apenas um, em prejuízo do Sp. Braga, que pode agora ser ultrapassado no quarto lugar do campeonato, devido aos dois pontos de diferença que tem para o Nacional (joga segunda-feira, na Trofa).

Jorge Jesus retocou o onze que ganhou 3-0 no Bonfim com as entradas de Luís Aguiar e Rentería para as saídas de Matheus e Orlando Sá; Já Carlos Carvalhal, ou melhor o adjunto Nelson Caldeira (o treinador assistiu da bancada, devido ao castigo da Liga), fez quatro alterações na equipa que empatou com o Trofense, nos Barreiros: saíram Miguelito, Taka, Manu e Ytalo; entraram Marcinho, Djalma, Luís Olim e Briguel.

Marcinho, regressado de castigo, e Djalma foram os primeiros a mostrar trabalho, com o médio a servir o avançado logo no minuto inaugural, que, todavia, não conseguiu bater Eduardo.

Nova oportunidade só aos 17 minutos, com João Pereira a cruzar da direita para a tentativa de cabeceamento de Paulo César, que ficou a queixar-se de mão na bola de João Guilherme. Aos 28, o mesmo Paulo César optou por desmarcar Evaldo na frente e este falhou por centímetros o golo inaugural.

Sem espectáculo no relvado, apesar do caloroso apoio das bancadas (9053 adeptos), foi de bola parada que o Sp. Braga abriu a contagem, num lance duvidoso e de difícil avaliação para Carlos Xistra. Rentería caiu na pequena área após contacto com Briguel, mas o avançado colombiano pareceu forçar a queda. Penalty muito bem marcado por Luís Aguiar, a colocar a sua equipa na frente e a garantir, então, o objectivo de reforçar o quarto posto, aos 34 minutos.

Mas durou pouco a vantagem, já que, a três minutos do intervalo, Eduardo fez falta sobre Marcinho antes de conseguir tocar na bola e, mais uma vez, o árbitro assinalou o castigo máximo. Bruno, numa execução fantástica, encarregou-se de empatar.

O marcador cruzou os braços a partir daqui, ainda que a segunda parte tenha sido mais empolgante e disputada. Depois das grandes penalidades, seguiram-se as bolas nas traves e os golos anulados, sempre a dividir.

Aos 67, Olberdam, de cabeça, mergulhou para bater Eduardo, mas o apito já tinha soado, assinalando o fora-de-jogo do médio. O Marítimo respondeu de seguida com uma bola na trave de Miguelito, aos 78.

Seguiu-se a vez do Sp. Braga puxar dos galões, com Orlando Sá a obrigar Marcos a grande defesa sobre a linha de golo e, depois, Rentería a pontapear a bola das mãos do guarda-redes para dentro da baliza, que Carlos Xistra não hesitou em considerar falta. A terminar, Matheus acertou no ferro!

Final (in)feliz para ambos e merecido.