Carlos Vicens considera que o Sp. Braga terá de apresentar a sua melhor versão na receção ao Betis, esta quarta-feira, em jogo da primeira mão dos quartos de final da Liga Europa.

Que Betis é que espera? Jogar a primeira mão em casa é uma vantagem?

«Esperamos um jogo difícil, diante de um rival de alto nível que, por mérito próprio, está nos quartos de final da Liga Europa. Não sei se é vantagem jogar primeiro em casa, desde que mudou a regra dos golos fora de casa… Acho que é a própria eliminatória em si que vai demonstrando se é uma vantagem jogar fora ou dentro. Calhou assim e pensámos em preparar-nos para o jogo de amanhã contra um rival que, como disse, é de um nível muito alto, com jogadores de qualidade, com uma ideia coletiva que lhes permite entrar forte nos jogos, com desequilíbrios por fora ou por dentro, com contundência na área do adversário. Temos de estar muito bem preparados, olhámos para eles e, como disse o Ricardo [Horta], temos de ser igual a nós próprios, temos de ser a equipa que temos vindo a consolidar desde há alguns meses. Construímos esta identidade de jogo que é muito clara. Todos percebemos o que temos de fazer dentro do campo. Temos de apresentar a nossa melhor versão possível. Nesta competição, tens de dar o teu melhor se quiseres ter êxito.»

Um Betis que tanto deslumbra como desilude. O que pensa deste Betis com duas caras?

«Não penso que tenha duas caras, o que vi foi uma equipa cm muita capacidade para o ataque, que tem muito equilíbrio, que joga a impor-se e a dominar o rival e que, em alguns momentos, permite uma ou outra transição. Quando está a atacar, pode sofrer em alguma situação defensiva inesperada ou defende com menos jogadores. Estou convencido que amanhã vão jogar com a melhor versão e nós também vamos ter de mostrar a nossa melhor versão para poder enfrentar o jogo e conseguir o nosso objetivo que passa por passar esta eliminatória».

Este Betis é parecido com algum adversário que o Braga já tenha defrontado esta época?

«É diferente da grande maioria de adversários que já defrontámos. Cada liga, cada competição, tem as suas características. Defrontámos duas equipas escocesas, defrontámos outra equipa britânica, ainda não defrontámos nenhuma equipa da liga espanhola. É uma liga particular, o futebol que pratica é diferente do que encontras aqui em Portugal. Quando já fizeste 50 jogos está época, estives exposto a muitos contextos diferentes. Os rapazes já defrontaram várias equipas diferentes e desenvolveram a capacidade de adaptação da equipa. Somos capazes de fazer ajustes durante o jogo aos problemas que o rival te vai colocando em cada jogo».

Braga terá de roçar a perfeição esta quinta-feira?

«Mais do que isso, tens de ter um nível de acerto elevado. Já fizemos jogos que, na minha opinião, estivemos muito bem e não criámos tantas oportunidades de golo. Noutros jogos, para mim menos brilhantes, fomos capazes de criar mais oportunidade. Nos quartos de final da liga Europa, o adversário vai ser sempre difícil. Temos de ter um bom nível de acerto nos detalhes, nas duas áreas, nível de oferecer a tua melhor versão, tomar boas decisões. Tudo isto são coisas que necessitas para superar uma eliminatória como esta. Também temos de ter a consciência que é uma eliminatória com 180 minutos e que amanhã nada vai ficar decidido. Vamos treinar esta tarde, vamos ver uns vídeos e preparar o jogo para amanhã».