A FIGURA: Rodrigo Zalazar
Faltam os adjetivos para descrever a qualidade de Zalazar. Depois de ter marcado dois golos ao Vitória, na última jornada, hoje repetiu a dose: o Braga saiu da Madeira com os três pontos por “culpa” do uruguaio. No bom sentido. Além disso, não há dúvidas de que entra, com facilidade, para o top de melhores jogadores da Liga. Não só pelo que joga, mas pelo que faz jogar. Marcelo Bielsa estará atento e uma ida ao Mundial parece ser, cada vez mais, um prémio justo.
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O MOMENTO: Pénalti a horas tardias (90+6)
Depois de uma entrada em jogo digna de registo, o Braga foi perdendo algum gás, até ao ponto de permitir o empate do Nacional já na segunda parte. A divisão de pontos parecia o mais certo, quando o Sporting de Braga conquistou um penálti nos descontos, por uma mão na bola de Matheus Dias. Foi o lance capital de uma vitória muito importante para os arsenalistas na luta pelo 4º lugar do campeonato.
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OUTROS DESTAQUES:
Gabri:
Bom jogo do extremo do Sporting de Braga que seria substituído a meio da segunda parte. Esteve envolvido no lance do primeiro golo de Zalazar e ainda marcou, mas o lance seria anulado por alegada falta sobre Kaique. Imprimiu rapidez ao ataque bracarense.
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Victor Gomez:
Num jogo marcado pelas bolas nos ferros, foi também de Victor Goméz uma delas. E isso merece registo porque, com o seu 1.69 metros, conseguiu saltar mais alto do que toda a gente, num lance que parece ensaiado. É que, na segunda parte, após um cruzamento, voltou a aparecer com perigo para cabecear. À parte isso, combinou bem com Zalazar do lado direito.
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Pau Victor:
Foi dele a assistência para o primeiro golo de Zalazar. Titular, com Fran Navarro no banco, Pau Victor não fez um mau jogo (longe disso), mas ficou a ideia de que podia ter feito ainda mais. Principalmente num lance, na segunda parte, em que, ao correr isolado para a baliza de Kaique, permitiu um corte da defesa do Nacional.
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Paulinho Bóia:
Em conjunto com Chuchu Ramírez, é o melhor jogador do Nacional – o que voltou a ser comprovado hoje. Num dia menos bom do ponta de lança venezuelano, foi Paulinho a aparecer em excelente plano. Marcou o golo do empate, num lance em que evidenciou toda a sua qualidade, “sentando” um defesa do Braga antes de rematar a contar. Já nos descontos e com o Braga em vantagem, teve um lance que diz tudo da sua qualidade: com muita classe, passou a bola por cima da cabeça de um adversário e lançou um contra-ataque.