Ricardo Sá Pinto regressou este ano a Portugal para treinar o Sporting de Braga, o clube que tem tido maior regularidade na disputa dada nas competições nacionais a FC Porto, Benfica e Sporting nos últimos anos. O técnico de 46 anos rejeita, no entanto, a obrigação de ficar nos dois primeiros lugares da Liga e assume que os «títulos» não são o foco do projeto no emblema minhoto.

«Nos nossos objetivos não está definida a conquista de títulos, está apenas fazer o melhor possível em todas as competições», afirmou Sá Pinto, em entrevista publicada este sábado, no diário desportivo O Jogo, completando: «Não temos a obrigação de ficar no primeiro lugar».

O sucessor de Abel aproveitou também para esclarecer que «a qualificação para a Liga Europa era o primeiro objetivo da época, mas também o mais importante para o clube».

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Sobre as primeiras semanas na relação com o presidente António Salvador, Sá Pinto diz estar «a correr tudo lindamente». Porém, já deu uma garantia no que toca a momentos de derrotas no clube. «Já se sabe que vamos ficar tristes quando as coisas não correrem bem e nessa altura não sei muito bem o que vai acontecer (risos). No entanto, até já combinámos, em tom de brincadeira, que é melhor não falarmos logo a seguir a um mau resultado. Só vamos conversar mais a frio», garantiu.

A derrota por 4-0 com o Benfica foi a segunda da época em oitos jogos oficiais e a mais pesada, depois do 2-1 em Alvalade, frente ao Sporting. Sá Pinto também lembrou esse duelo. «No jogo com o Benfica, houve várias situações anormais, como o nosso tempo de recuperação ou as contingências do próprio jogo, que foram atípicas e que dificilmente se repetirão».

A nível individual, sobre jogadores, o técnico português não escondeu que gostaria de poder ter ficado com o avançado Dyego Sousa. «Quem iria dizer que não gostava de ficar com um jogador que faz 20 golos por época?», atirou.