O Sp. Braga colocou um ponto final no intervalo para comerciais, voltou a ganhar e voltou a afirmar-se na corrida pelo título. Fê-lo da maneira do costume, numa vitória mais pragmática do que propriamente empolgante. Após a humilhação no Dragão, aí está outra vez a equipa de Domingos: candidatos, o regresso.
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Fê-lo da maneira do costume, já se disse antes, mas fê-lo também com vinte minutos de atraso. A formação bracarense entrou muito mal no jogo, sofreu um golo numa falha de marcação e correu o sério de risco de sofrer mais um ou outro em jogadas de perigo que o Olhanense criou logo a seguir a Djalmir abrir o marcador.
Tudo isto nos primeiros vinte minutos: ao 21º Matheus empatou. A partir daí nada voltou a ser igual. Uma falha de Tengarrinha isolou o brasileiro, que perante Ventura justificou a titularidade com o golo do empate. O golo teve o condão de tranquilizar a equipa e repor as batidas cardíacas no ritmo do costume.
Ora com a ansiedade dentro dos limites razoáveis, o Sp. Braga voltou a ser ele próprio: seguro, concentrado, pragmático, solidário. O Olhanense não mais criou perigo, perante uma defesa que alimenta a candidatura ao título. Com a defesa segura, o Sp. Braga ganhou asas para partir tranquilo para um triunfo justo.
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Começou a fazê-lo quando Evaldo se encheu de coragem, invadiu o espaço sagrado do ponta-de-lança e cabeceou para o empate. Pela segunda vez o Braga dava a volta a uma desvantagem (só acontecera nos Barreiros). O Olhanense, aliás, perdeu, mas levou um feito: foi a primeira equipa a estar em vantagem em Braga.
O que acaba também por ser um exemplo da entrada em falso da equipa de Domingos, ainda atordoada pelo atropelo de que tinha sido vítima no Dragão. Mas enfim, essas já são águas passadas. O golo de Meyong, a abrir a segunda parte, provou-o, aliás. Paulo César assistiu, o camaronês marcou e a equipa garantiu a vitória.
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O sonho do Olhanense acabava nesse instante. Acabava muito por culpa própria. A equipa foi atrevida no ataque, mas inocente na defesa. Cometeu muitos erros e abriu espaço à vitória adversária. Uma vitória confortável, mas que ainda não chegou para sublinhar quatro golos: um feito nunca alcançado.
Nada, porém, que tirasse o sorriso aos adeptos. «Batam palmas ao líder», cantavam à saída do estádio. O Sp. Braga recuperou a auto-estima e isso é o mais relevante. Com nove jornadas para o fim, vai continuar no mínimo colado ao Benfica. Candidato até ao fim? Para já candidato outra vez...
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