Rui Vitória, o novo treinador do Spartak de Moscovo, confessa ser «uma motivação muito grande» treinar um emblema com tantos adeptos.

«É, naturalmente, uma motivação muito grande, nós vivemos para resultados e para a nossa carreira, mas vivemos também para alegrar muita gente. Ter uma massa adepta dessa natureza, um clube com essa grandeza, e com esse historial também, é muito aliciante», considerou o técnico, em entrevista ao podcast «Linha de Golo», do site Newmen.

«A vinda de adeptos desta natureza, com uma presença muito vincada e manifestação em todos os campos, é o que me faz olhar para estes projetos com interesse. É a grandeza destes clubes que me atrai», reforçou.

Sobre ser o treinador do centenário do clube moscovita, Rui Vitória foi perentório.

«É uma responsabilidade, mas ao mesmo tempo muito desafiante. O clube pensou em mim para tentar alcançar títulos. Agradeço muito a confiança, entenderam que era a pessoa que tinha condições para trabalhar no clube. Vou dedicar-me de corpo e alma, como sempre faço, para que todos juntos atinjamos os objetivos», frisou o treinador de 51 anos.

O ribatejano comentou também o sucesso de alguns jogadores que lançou aquando da sua passagem pelo Benfica, entre 2015 e 2019, onde venceu, entre outros títulos, dois campeonatos nacionais.

«Vivo e trabalho para uma equipa, mas é muito gratificante quando vemos jogadores, que começaram a um nível mais elevado connosco, a terem sucesso nas suas carreiras, a ter este protagonismo. Temos o Rúben [Dias], o Ederson, o Lindelof, o Renato [Sanches] em França, o João Félix em Espanha. Fico satisfeito pelas carreiras de todos eles», concluiu Rui Vitória.