Refira-se que este é o fim de um longo processo entre o clube e a edilidade, depois de um Tribunal Arbitral ter decidido que o Sporting tem direito a 29 mil metros quadrados edificáveis, como sempre alegou, assim como a não obrigatoriedade de o emblema leonino ceder terreno para espaços verdes.

Ainda assim, o protocolo prevê um plano de pormenor para o espaço em causa, o que permite a edificação do pavilhão com área de implantação de 4 500 metros e área de construção de uso desportivo de 9 000 metros quadrados. Por outro lado, o Sporting admite que o valor da compensação desses 9 mil metros quadrados é de 3 milhões de euros e cede à CML parte da parcela, para «utilização como espaço público verde».

Ora, aqueles três milhões de euros são, assim, descontados no valor dos 29 mil metros quadrados, avaliados em 21 milhões de euros. Desse modo, a autarquia terá ainda de pagar 18 milhões de euros. Fá-lo-á com um lote de edifícios, o que levou a novas questões colocadas pelos vereadores, sobretudo quanto aos critérios de avaliação dos mesmos.