Com Derlei castigado, Paulo Bento apostou em Postiga de início, o que não acontecia desde 21 de Fevereiro, quando este se lesionou em Alvalade, no derby com o Benfica; também Romagnoli foi novidade no onze face à suspensão do capitão Moutinho, mas, ao contrário do avançado, esteve longe de ser uma mais-valia para a equipa ou apenas um substituto à altura.

Já o Estrela apresentou-se em Alvalade moralizado pela vitória frente ao F.C. Porto e com o objectivo de pontuar, apostando em três médios defensivos - Fernando, Goianira e Vidigal (regresso após lesão) - e fazendo fé na velocidade do trio de (contra) ataque, sobretudo Varela, coadjuvado por Rui Varela e Pedro Pereira.

Depois de um primeiro remate de Caneira, após passe de Liedson, aos 11 minutos e ao lado do poste direito, Lázaro viu-se obrigado a mexer na equipa e a substituir o único ponta-de-lança disponível, devido a lesão. Rui Varela saiu ao fim de um quarto de hora para a entrada de Moreno, lateral habituado a tapar buracos.

O Sporting não se atrapalhou e, aos 19, inaugurou o marcador com um grande golo de Postiga, servido brilhantemente por Liedson, após passe em profundidade de Pedro Silva. Um trio fantástico. Nem dois minutos depois, o lateral cruzou para uma bicicleta do levezinho, a roçar o poste direito da baliza de Filipe Mendes. O guarda-redes, aliás, estaria em destaque aos 30, quando foi mais rápido que Postiga e evitou que o avançado bisasse, na sequência de mais um passe mortífero de Liedson.

Só dava Liedson na primeira parte (chapéu a Filipe Mendes, aos 43), quando Goianira, na única oportunidade do Estrela, assinou um golo fabuloso, após assistência de Varela, que levou a melhor sobre Carriço. Foi a segundos do apito para intervalo e um balde (extra) de água fria para o Sporting.

De novo Liedson, Liedson e Liedson

Na segunda parte, entrou melhor o Estrela que o anfitrião, com Celestino a reforçar o miolo para a saída de Pedro Pereira. Mas o que parecia ser a repetição do filme do F.C. Porto, revelou-se outra película.

Um cabeceamento fantástico de Liedson, aos 55 minutos, colocou os leões em vantagem e trouxe justiça a um jogo que tinha apenas um sentido. Novamente Pedro Silva em destaque, com um passe em profundidade para o goleador leonino, que picou a bola para a relva antes desta sobrevoar Filipe Mendes.

Liedson falhou pouco depois o golo da tranquilidade, agora com Postiga a querer servir o companheiro, mas Nuno André Coelho certificou-se a tempo que a bola não entrava, ao contrário do que sucedeu no primeiro golo, quando optou por vê-la passar.

As entradas de Djaló (Romagnoli) e Abel (Pedro Silva, lesionado), aos 75 e 77, trouxeram outro fulgor. O lateral serviu Liedson aos 81 minutos, mas Tengarrinha conseguiu interceptar a tempo o remate; Djaló obrigou Filipe Mendes a brilhar (mais uma vez) entre os postes.

À semelhança do que sucedeu na primeira parte, o Sporting quase desperdiçou a vantagem. Vítor Moreno surgiu na pequena área a quatro minutos do fim, para pânico da defesa leonina, que sofreria novo sufoco em cima do apito final. O mesmo Moreno rematou forte para a defesa incompleta de Rui Patrício e Vidigal tentou a sorte de calcanhar e viu a bola passar ao lado do poste esquerdo. A história do segundo tempo revelou-se, contudo, diferente, com o Sporting a segurar a vitória, a sexta consecutiva.