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Com Rui Patrício de regresso à baliza, Paulo Bento apostou em Caneira e Adrien para colmatar as ausências de Grimi e Rochemback, mantendo intacto o ataque que tinha apresentado no Dragão, incluindo Bruno Pereirinha no lado direito, em detrimento de Vukcevic que começou o jogo no banco. A vitória era o único resultado que permitia aos leões continuarem na luta pelo título e foi com esse intuito que a equipa entrou em campo, com um futebol rápido, jogado ao primeiro toque e bem objectivo.

Paulo Sérgio, por seu lado, precavido com a goleada consentida, aqui em Alvalade, para a Taça da Liga (1-5), abdicou do tradicional 4x3x3 para apostar num 4x4x2 mais defensivo, juntando Ricardo a Ferreira, Dedé e Pedrinha no meio-campo. A consistência pretendida pelo técnico não foi, no entanto, suficiente para travar o fulgor com que os leões entraram no jogo, com Izmailov e Pereirinha bem abertos nas alas e João Moutinho ao centro no apoio a Liedson e Derlei. A melhor técnica dos jogadores de Paulo Bento provocou sérios desequilíbrios na defesa amarela, demasiado estática para travar as constantes movimentações do adversário.

Numa jogada de insistência, João Moutinho ganhou uma bola à entrada da área e lançou Liedson que abriu o marcador com um remate cruzado que deixou Coelho mal na fotografia. O levezinho esteve limitado ao longo da semana, mas recuperou a tempo para uma exibição que, mais uma vez, se revelou determinante para o sucesso dos leões. Depois do golo, Liedson continuou imparável, pressionando a toda a linha e obrigando a defesa do Paços a sucessivos erros. Uma exibição que contagiou Derlei, também em bom plano, na luta pela bola e na conquista de espaços na área, rematando por três vezes de cabeça, antes de conseguir o ambicionado golo na sequência de um canto de Moutinho. Uma cabeçada fulgurante a oferecer ainda mais tranquilidade à equipa de Paulo Bento.

Paulo Sérgio não perdeu tempo e, depois do intervalo, voltou ao seu esquema habitual, prescindindo de Ózeia, fazendo recuar Ricardo e lançando Cristiano para a frente de ataque. Mas, mais do que uma questão táctica, os desequilíbrios faziam-se notar por uma questão de atitude. O Sporting não relaxou e manteve uma pressão intensa sobre a bola à procura do terceiro golo, com Pereirinha sempre muito activo sobre a direita, determinado a manter o lugar que conquistou à custa da gripe de Vuk.

O Paços continuava a arriscar pouco e o jogo foi perdendo ritmo, ao ponto de, nas bancadas, grande parte dos adeptos se alhear do jogo para se entreter com a tradicional onda mexicana. Paulo Bento procurou recuperar o interesse para o relvado, trocando Izmailov por Vukcevic, muito saudado pelas claques. O jogo voltou a animar e Moutinho teve o terceiro golo nos pés, a passe de Derlei, mas atirou por cima. Enquanto Paulo Sérgio refrescava o meio-campo, Paulo Bento refrescava o ataque, trocando o esgotado Derlei por Djaló. Opções que reflectiam o que se passava em campo, com o jogo preso na área do Paços, numa noite muito tranquila para Patrício.

Uma vitória que permite aos leões colocarem-se entre F.C. Porto e Benfica, com um ponto a separar os três candidatos ao título, à espera do que os adversários directos vão fazer este fim-de-semana, os de Jesualdo já esta noite em Matosinhos, os de Quique no domingo na Figueira da Foz.