Os leões foram confrontados com lesões complicadas durante a temporada, mas isso não explica, na totalidade, as constantes mudanças de Paulo Bento. O treinador encontrou um núcleo duro pequeno para fazer face à realidade desta Liga, a par das outras competições em que o Sporting esteve inserido, acabando por mexer invariavelmente devido a castigos, externos ou internos, ou meros momentos de forma.

Comparando a realidade dos três denominados grandes, em número de mudanças ao longo das 24 jornadas disputadas, percebe-se que Paulo Bento mexe quase unidades que Jesualdo Ferreira (média de duas alterações por jogo) e menos que Quique Flores, uma vez que o treinador do Benfica tem mudado três jogadores a cada ronda.

O Sporting apresenta dois jogadores com utilização constante. Anderson Polga, referência na defesa, e João Moutinho, incontornável no sector intermediário, só falharam um jogo cada. No mais, sempre titulares, sempre utilizados a tempo inteiro.

Paulo Bento conta com mais três elementos no chamado núcleo duro. Rui Patrício, Izmailov e Liedson superaram a barreira das duas dezenas de jogos na Liga 2008/09, apesar dos problemas físicos que os afectaram.

Os vários lados de um losango

Individualizando a análise, observando os sectores da formação leonina, descobrem-se focos de constante mutação. As laterais balançaram entre seis homens: Pedro Silva, Abel e ainda Pereirinha para a direita, Caneira, Grimi e ainda Miguel Veloso para a esquerda. Ao centro, Paulo Bento acabou por apostar em Daniel Carriço, a par do constante Anderson Polga, ficando Tonel na sombra.

No losango, escasseiam as noções de continuidade. Rochemback foi o parceiro mais habitual para João Moutinho, Izmailov também acumulou largos minutos, mas Vukcevic apareceu tarde e não termina a época, devido a lesão no ombro. Pelo meio, surgiram Pereirinha, Romagnoli, Adrien, Miguel Veloso, até Yannick Djaló como falso número 10.

Na frente de ataque, Paulo Bento só estabilizou a dupla Derlei-Liedson à 20ª jornada. Os dois brasileiros aparecem no onze, lado a lado, nos últimos cinco jogos, mas antes subsistira uma sensação de rotação constante. Liedson começou a época mais tarde, Hélder Postiga alternou com Derlei quando o «Levezinho» pegou de estaca, Yannick Djaló ficou para trás. Rodrigo Tiuí, então, nem vê-lo.