Com golos de André Martins e Wolfswinkel, o Sporting venceu o Sheffield Wednesday e conquistou a Albufeira Summer Cup (2-0). Depois de uma pálida imagem na passada quinta-feira, na derrota com o Charlton, a equipa leonina exibiu-se num nível mais consentâneo com o seu valor, vencendo sem problemas e controlando sempre o jogo.

Em relação ao jogo com o Charlton, Sá Pinto alterou o meio-campo da sua equipa. Rinaudo (com uma pequena lesão na coxa esquerda), Elias e Adrien, cederam os lugares a Gelson Fernandes, Schaars e André Martins, num esquema, 4x2x3x1, idêntico.

Começou bem o Sporting, que entrou a pressionar o adversário, e, com terreno conquistado, foi incomodando o guarda-redes Carlos Henriques, jovem do Portimonense que começou um período de testes na equipa inglesa. Para o bom arranque leonino contribuíram as movimentações de Wolfswinkel e Capel, com o holandês a procurar encostar ao corredor do espanhol, massacrando o lateral esquerdo do Sheffield.

Foi assim que nasceu o golo de André Martins, que aproveitou para finalizar com facilidade a melhor jogada dos leões na primeira parte: Wolfswinkel descaiu na direita e foi solicitado primorosamente por Capel, e, à saída de Carlos Henriques, assistiu o jovem médio leonino, que à entrada da pequena área não teve dificuldade em marcar.

Demasiada agressividade

O Sporting marcou na segunda vez que chegou com perigo à baliza britânica (aos seis minutos Wolfswinkel, sem marcação e de cabeça, não conseguiu desviar um canto de Capel), e... ficou-se por aí no primeiro tempo. O meio-campo deixou de funcionar, muito por culpa da dureza dos britânicos com marcações impiedosas, que limitou a circulação da bola e deixou Wolfswinkel sem bola.

Por momentos os jogadores do Sporting responderam à agressividade dos britânicos e o cenário complicou-se, obrigando o árbitro a amarelar quatro jogadores; Wolfswinkel e José Semedo, que se desentenderam, Réda Johnson e Gelson Fernandes. O médio leonino tem que refrear os ânimos, porque, se abusar da dureza que patenteou, em jogos oficiais poderá ter alguns problemas.

Apesar de ter visto os ingleses crescerem, a baliza leonina nunca passou por situações de grande perigo, e, depois de passada a tempestade no relacionamento dos jogadores, a partida caminhou tranquilamente para intervalo.

Sá Pinto revolucionou o onze para a segunda-parte, deixando apenas Marcelo Boeck, André Martins, Capel e Wolfswinkel em campo. Boulahrouz estreiou-se, e com ele também entraram Cédric, Onyewu, Carrillo, Adrien, Pranjic e Elias. Matías Fernandes, aos sessenta minutos, entrou para os primeiros minutos desta pré-época.

Novo envolvimento coletivo

Com Adrien a mostrar serviço, e com o requinte técnico de Matías Fernandez a fazer a diferença, o meio-campo leonino voltou a funcionar e Sporting assumiu o controlo do jogo, sem contudo, conseguir criar número desejável, face à desenvoltura ofensiva, de situações para alvejar com perigo a baliza adversária.

Mas, na primeira vez (e também única de real perigo) que o conseguiu, marcou. E, numa bonita jogada coletiva. Capel deu para Matías Fernandez, este passou para Pranic, que solicitou Elias na área, com o brasileiro a cruzar para o encosto de Wolfswinkel, à boca da baliza.

Até final os ingleses tentaram amenizar a derrota mas nunca conseguiram inquietar a baliza leonina. O Sporting venceu com tranquilidade e deu indicações bem mais positivas do que o fizera no jogo com o Charlton.

Onze do Sporting: Marcelo Boeck; Pereirinha, Xandão, Carriço e Insua; André Martins, Gelson Fernandes e Schaars; Jéffren, Wolfswinkel e Capel.

Jogaram ainda: Cedric, Boulahrouz, Onyewu, Pranjic, Elias, Adrien, Carrillo, Matías Fernández, Wilson Eduardo, Rubio e Vitor Golas.