O presidente do Sporting, Frederico Varandas, falou esta quarta-feira do balanço de época do Sporting, à imprensa, no Estádio Universitário, em Lisboa, abordando também a final da Taça de Portugal perdida para o Torreense. Varandas falou ainda de Rui Borges:

Perda da Taça de Portugal:

«O Sporting perde aquela final por cansaço, por ausência de jogadores, incapacidade tática ou técnica? Não. Perde aquela final porque não competiu, não teve a atitude de quem quer ganhar um titulo nacional.»

«Eu quero, de forma geral, ser justo. Aquele grupo de jogadores já ganhou muito, mas o Sporting quer ter um grupo que queira continuar a ganhar muito. O Sporting respeita e quer os jogadores tenham como objetivo ganhar a Champions, participar no Mundial com as suas seleções, mas também exige que os seus jogadores também tenham essa ambição e empenho a ganhar e a jogar competições internas, nomeadamente com equipas de escalão inferior. Para terminar: eu percebo que o jogador tenha objetivos pessoais, como participar no Mundial, representar as seleções, fazer grandes campanhas europeias, eu respeito isso, mas o objetivo principal de um jogador do Sporting é ganhar títulos pelo Sporting, entidade patronal que lhe paga o salário. Se a motivação não for a mesma, esse jogador não terá espaço no Sporting.»

Restante balanço da época

«O balanço da época tem de ser feito em duas fases, o início do campeonato até à final de domingo e, depois, a final de domingo. Sobre a primeira fase deste balanço, considero que o Sporting fez uma época muito positiva. Chegou a todas as decisões, no campeonato não conseguiu o objetivo principal de ser campeão, terminou no segundo lugar com os mesmos 82 pontos da época anterior, em que foi campeão.»

«Fez a melhor campanha na Champions da sua história, contra grandes equipas europeias. Basta recordar os três grandes jogos contra os finalistas [ndr: um contra o PSG e dois contra o Arsenal]. Por isso, o Sporting atingiu todas as decisões, mas ao contrário da época passada, agora não conquistámos títulos. Ficou, para mim, atingido o objetivo mínimo do segundo lugar, com acesso direto à Chhampions. E digo objetivo mínimo na visão do adepto. Mas é, para o Conselho Diretivo e Administração do Sporting, um objetivo de grande importância, pois permite continuar na Champions. Nas últimas sete épocas, são cinco na Champions e essa participação permite ao Sporting ter capacidade financeira para continuar a fazer crescer o clube, estar nas decisões e conquistar títulos. Até 2018, podíamos dizer que o Sporting era um clube de Liga Europa e agora é de Champions.»