Elias, o reforço mais caro da história do Sporting, vai agora jogar no Flamengo, por empréstimo, depois de uma época em meia a jogar em Alvalade. O médio até teve uma estreia auspiciosa, com um golo na emblemática reviravolta em Paços de Ferreira (3-2), mas não deixa uma marca forte num clube que passa pelo período mais complicado da sua existência. Foi testado em várias posições, sem nunca se conseguir impor em nenhuma delas. No total, o médio brasileiro acumulou 49 jogos, 48 como titular, e marcou quatro golos.

A expetativa era enorme no início da temporada de 2011/12. O Sporting tinha uma nova direção, liderada por Godinho Lopes, uma nova equipa técnica, comandada por Domingos Paciência, e, já depois de uma mão cheia de reforços, contratou o jogador mais caro da sua história. O acordo com o Atlético Madrid ficou fixado em 8,8 milhões de euros, batendo a marca de 7,5 milhões de euros estabelecida na contratação de Rodrigo Tello, curiosamente também pela mão de Carlos Freitas.

Todos os números de Elias

Chegou já com a temporada a decorrer e com o «handicap» de não poder jogar nas competições europeias, uma vez que já tinha ajudado o At. Madrid a eliminar o V. Guimarães com dois golos no «play-off» da Liga Europa. A estreia, à 4ª jornada, até foi promissora. A equipa de Alvalade não tinha conseguido vencer nas três primeiras rondas e o jogo em Paços de Ferreira ficou marcado pelo grito de revolta da equipa de Domingos. A perder por 0-2 até quinze minutos do fim, os leões viraram o resultado com um golo do brasileiro: Izmailov reduziu, Elias empatou e Van Wolfswinkel assinou o golo do primeiro triunfo.

Uma vitória que parecia ter resolvido todos os «males» dos leões que embalaram para uma série de dez vitórias consecutivas antes de entrarem em nova crise, com maus resultados na Europa e com a derrota na Luz (0-1). Elias foi titular até ao final da temporada, falhando apenas duas jornadas da Liga. Jogou como «trinco», médio e até como número dez, mas sem nunca entusiasmar, chegando ao final da competição como o jogador com mais cartões amarelos, a par de Ney Santos (V. Setúbal), com doze cartões, dois deles no mesmo jogo, que levaram à sua expulsão em Coimbra. Curiosamente viu o único vermelho no jogo em que marcou o seu segundo golos pelos leões, no empate diante da Académica (1-1).

Até ao final desta primeira época ainda somou mais um golo, no empate diante do Nacional (2-2), na meia-final da Taça de Portugal, em Alvalade, numa eliminatória que os leões viriam a ultrapassar na Madeira (3-1). Terminou a época na final desta competição, na derrota diante da Académica (0-1), no Jamor, já com Sá Pinto no comando. Mais uma vez foi titular mas, ao intervalo, cedeu o lugar a Izmailov, outro jogador que também abandonou o atual plantel há poucos dias.

Pela primeira vez no banco esta época

Os números da presente temporada deixam claro que Elias estava a perder estatuto no plantel.. Em 16 jogos, marcou apenas um golo, na goleada ao Horsens (5-0) e perdeu o estatuto de titular indiscutível. Começou quatro jogos no banco e, nestas ocasiões, só foi utilizado por uma vez.

Realizou o seu último jogo a 18 de dezembro de 2012, ainda sem saber que era o último, no empate diante do Marítimo (2-2), para a Taça da Liga. Saiu aos 82 minutos, depois da equipa de Pedro Martins ter dado a volta ao resultado e antes de Xandão conseguir o empate. Não voltou a ser convocado e, depois do Natal, por indicação do Sporting, começou a procurar um novo clube para prosseguir a carreira.

A separação ficou oficializada esta quinta-feira, depois do Flamengo confirmar a contratação de Elias por uma temporada. No total, o médio brasileiro somou 49 jogos com a camisola do Sporting, 48 deles como titular e apenas um como suplente, tendo marcado golos, num total de quatro, em três competições diferentes.