Quase quatro meses após José Mourinho ter sugerido que Morten Hjulmand era um jogador intocável, alegando que o capitão do Sporting beneficiava da complacência dos árbitros, o jogador dinamarquês respondeu às afirmações do treinador do Benfica.

«Não entendi o que ele quis dizer com isso. Mas eu tento sempre ter uma boa relação com os árbitros. As emoções fazem parte do futebol e por vezes podemos discordar de algumas decisões. Mas não ligo a isso. O meu foco está em ganhar jogos e em fazer boas exibições», afirmou o internacional dinamarquês numa entrevista concedida à estação televisiva TV2.

Nesta mesma conversa, conduzida por Jonatan Frimann, antigo companheiro de equipa nos escalões jovens do Copenhaga, Hjulmand recordou os tempos difíceis vividos ainda na adolescência para conseguir afirmar-se no futebol. Esteve um ano lesionado e quando voltou para jogar nos sub-17 do clube da capital da Dinamarca recebeu a notícia de que ia continua nos sub-15. «Senti-me um pouco derrotado por ter de descer e jogar com pessoas que eram mais novas do que eu. Lembro-me que havia muitas dívidas e preocupações. (...) Mas senti também que precisava de recuperar a confiança que não tinha naquela altura», afirmou, referindo-se ao problema de saúde (Síndrome de Osgood-Schlatter) provocado dores de crescimento que afetaram a zona do joelho e que o deixou muito tempo sem poder competir.

«Os outros eram melhores do que eu. Estavam à minha frente, eram mais rápidos e mais fortes. Por isso, tive de descer um escalão e jogar com os miúdos de 2000. Comecei a fazer muitos jogos, a marcar golos, a fazer assistências e tornei-me uma referência. Isso foi muito bom.»