Ruben Amorim, treinador do Sporting, em declarações na sala de imprensa do Bessa, após a vitória por 3-0 que deixa a equipa a seis pontos do líder FC Porto a três jornadas do final:

«Fomos mais a equipa que costumamos ser. Não fomos assim tão agressivos na chegada à área. Tivemos várias bolas na primeira parte em que o Marcus, o Pablo e o Pote surgiram de frente para a defesa do Boavista, o que não costuma ser normal. O Boavista tentou pressionar alto.

O nosso golo surgiu numa das poucas oportunidades que tivemos. Acho que tivemos sempre o controlo do jogo. Na segunda parte criámos mais e não deixámos o Boavista sair. Controlámos e criámos oportunidades. Quem entrou ajudou muito. O Ugarte deu estabilidade, o Dani deu qualidade e o Tabata... sempre que entra, falamos no mesmo. O Vinagre deu largura e deu velocidade. Fomos a equipa que costumamos ser. Houve poucas oportunidades para o Boavista e várias para nós. 

Título? Os adeptos acreditam até ao último momento. Agora vou voltar ao jogo a jogo e estou salvaguardado dessas perguntas sobre o título até ao final do meu contrato. Podemos vencer o próximo jogo, garantir a champions e alongar mais uma semana o título. A distância ficou mais curta, temos de ser competitivos a esse ponto. Vamos jogo a jogo.

Este ano não foi como o ano passado. Sempre dissemos que queríamos [o título] e tivemos várias decepções. Houve o jogo com o Marítimo e depois a derrota com o Benfica retirou-nos essa esperança porque o FC Porto não perdeu pontos. Estamos a seis pontos e olhando para a classificação e para a equipa do FC Porto, todos podem ter um percalço, mas três é complicado. É olhar para as coisas como elas são. Acredito muito que vamos conseguir o segundo lugar, mas o primeiro não acredito. Assim que disse que não éramos candidatos, o FC Porto perdeu pontos. Vamos esperar que continue a funcionar (risos).»