Rui Borges, treinador do Sporting, após a vitória por 3-0 frente ao Moreirense, para a 23.ª jornada da Liga:
Análise ao jogo
«Não fugimos à nossa ideia. O campo não estava nas melhores condições, estava um bocadinho mole, mas a equipa não se escondeu perante uma boa equipa. Se lhes dessemos tempo e espaço ia ganhar confiança em sua casa. Foi importantíssimo os nossos adeptos fazerem-nos sentir em casa. Olhava para as bancadas e via sportinguistas em todo o lado. Hoje, felizmente, conseguimos finalizar três vezes e até podíamos ter feito mais. O Moreirense, nos 90 minutos, teve dois lances mais perigosos depois do 2-0, mas depois disso tornámos a mandar no jogo. A história do jogo é Sporting, do início ao fim.»
«Foi um jogo difícil, ao intervalo estava 0-0. Podíamos ter feito 1-0 ao início, mas não conseguimos. Controlámos o jogo com bola, mas as equipas cada vez mais defendem bem, com mais gente, querem pontos. Na segunda parte entrámos como na primeira, novamente muito bem. Se calhar fomos mais agressivos no último terço a procurar a baliza e a qualidade da equipa resultou no 3-0. Fizemos por isso, o resultado não merece contestação.»
Mensagem ao intervalo
«Às vezes, o Geny estava a baixar um bocadinho a cinco (defesas), não tinha essa necessidade. Estávamos a bater 4 para 3, com o Luís Guilherme alto, e o Moreirense estava a tentar fazer um 5-3-2 e ganhava superioridade com o número oito. Estávamos a tentar ajustar para termos referências. Foi um bocadinho por aí. Os dois médios deles batiam com os nossos, o Alanzinho tentava empurrar o Morita para a largura e dava muito espaço para o 6 receber por dentro. Mas a intensidade da equipa estava tão alta que mesmo nessa pequena superioridade que eles tinham pouco ou nada conseguiram ligar.»
Força nos corredores, sobretudo no esquerdo
«Já estávamos à espera, porque já tinha acontecido em Alvalade. Melhorámos na segunda parte porque fomos mais dinâmicos com a bola. Se ganhamos superioridade num lado temos de insistir nela até eles se adaptarem. O Teguia estava com dúvidas nas marcações, já tinha acontecido em Alvalade. O Dinis fechava no espaço interior e dava muito espaço à largura para o Maxi ou o Luís Guilherme. Estávamos a consegui-lo na primeira parte, mas tínhamos de chegar com mais gente na área. O Trincão, e fizemos o golo dessa forma, o Geny tinha de aparecer, um dos médios que estivesse perto também. Ao intervalo era só perceber que tínhamos de insistir nisso mas a bola tinha de andar mais rápido.»