Declarações de Rui Borges, treinador do Sporting, na sala de imprensa do Estádio Municipal de Arouca, após a vitória (2-1) na 19.ª jornada da Liga:
Exibição de Luís Guilherme
«É um miúdo que tem muita qualidade e, por muito que a gente tenha identificado e visto aquilo que ele nos dá, estamos numa aprendizagem de todos. Ele da equipa, a equipa dele, nós também. Dentro das nossas ausências, também achamos que a posição à esquerda podia ser a solução inicial dele.»
«Tentámos ajustar porque, numa fase inicial, no jogo interior, ele estava bem no jogo interior, mas estava demasiado baixo. E o Trincão, se calhar, percebe melhor essas zonas. O Trincão, no momento do golo (1-0), está mais alto um bocadinho, a prender o lateral e a bola entra no Maxi, nas costas. Às vezes, um metro faz a diferença e o Trincão tem mais leituras porque está mais dentro desses posicionamentos.»
«Tentámos mudar algo nesse sentido, deixar o Luís mais confortável no um para um à largura, à direita. Ao intervalo, voltámos ao normal e demos mais largura ao Luís Guilherme na esquerda. E fez uma segunda parte soberba. É um conhecimento mútuo que vamos tendo.»
Desafios táticos que o Arouca provocou
«Havia uma dinâmica [do Arouca] de empurrar o extremo direito para a linha de cinco defesas, vir com o médio às zonas mortas da largura. Nós não queríamos isso, ajustámos ao intervalo, mas nem foi por aí que nos causaram perigo. Foi uma perda de bola nossa, transição ofensiva deles, ataque rápido, de onde saímos prejudicados.»
«Fomos controlando o jogo, a velocidade dos alas deles também, o avançado mais de duelos, o Matheus e o Inácio bateram-se muito bem. Eles ganharam dois ou três lances de transição.»