Rui Borges, treinador do Sporting, na conferência de imprensa que se seguiu ao empate, no Estádio do Dragão, frente ao FC Porto:
Acreditar até ao fim
«No cômputo geral, fomos a equipa muito mais senhora do jogo. Faltou-nos em alguns momentos sermos mais agressivos na procura da baliza do FC Porto, mas tivemos sempre o jogo bastante controlado. Foi um jogo em alguns momentos expetante, mas connosco por cima. Entrámos muito bem, a querer ter bola e a empurrar o FC Porto para o seu meio-campo, e quebrámos a pressão do adversário. Depois o FC Porto foi equilibrando o jogo, mas melhorámos na parte final da primeira parte e entrámos melhor na segunda. Faltou-nos alguma agressividade no último terço. No único lance que o FC Porto tem na segunda parte, faz golo. Foi feliz e teve mérito. Depois tivemos de correr atrás do prejuízo. Merecemos o empate, que acaba por ser pouco, apesar de não termos criado grandes oportunidades. Mas estivemos mais perto da baliza do FC Porto do que o FC Porto da nossa baliza.»
Equipa personalizada no Dragão
«E natural que exista esse respeito de parte a parte, são duas grandes equipas. Sabíamos que em pequenos pormenores, se houvessem 10 segundos de desconcentração, qualquer uma das equipas podia resolver o jogo. Estivemos muito bem no processo ofensivo e defendemos bem para conseguir anular o adversário.»
Faltou algum atrevimento ao Sporting?
«Mexi quando achei que tinha de o fazer, mas o atrevimento estava lá. Perdemos muitas ligações por o Luis (Suárez) não estar a 100 por cento. Tivemos mais aproximações à baliza na segunda parte e o FC Porto, na única aproximação real de perigo, fez golo. Defrontámos uma equipa que defensivamente é fortíssima, os números dizem isso. Temos de dar mérito ao adversário por nos conseguir anular em alguns momentos.»
Ponto somado
«É um ponto na nossa caminhada. Faltam 13 jogos, vão ser difíceis para toda a gente. Queremos fazer uma segunda volta extraordinária, porque a primeira foi boa mas não chegou para sermos primeiros. Temos de fazer melhor.»