Rui Borges falou sobre a exibição de Rafael Nel que, frente ao Santa Clara, atuou no lugar de Luis Suárez e acabou por marcar o golo da tranquilidade ao cair do pano em Alvalade.

Um comentário à exibição de Rafael Nel que foi titular e acabou por marcar o golo da tranquilidade

«Fez uma boa exibição, mas não tinha a obrigação de fazer esquecer ninguém, tinha a obrigação de fazer o melhor dele e fazer aquilo que faz nos treinos e em jogo. Fez um belíssimo jogo nesse sentido, percebeu o que tinha de dar ao coletivo, depois vem ao de cima o individual. É um miúdo que está preparado, sabíamos disso, deu-nos uma resposta muito boa, como deu toda a equipa.

Em que aspeto é que o Nel pode evoluir mais?

«tem crescido imenso, até hoje o jogo demonstrou isso. Mostrou que está aqui para ajudar, para ser solução. Acima de tudo tem ter noção naquilo em que é bom e naquilo em que tem de melhorar. Ele tem essa capacidade e esse é o caminho para ter sucesso. Ele tem melhorado imenso, no jogo técnico, no jogo de parede, de frente, de apoio. Hoje fez um belíssimo jogo nesse sentido. É um miúdo muito competitivo, desbasta uma defesa. É muito intenso, gosto dessas capacidades e não tenho dúvida de que será um jogador importante no futuro do Sporting».

Pote foi titular e marca o golo do empate. Foi um recado para Roberto Martínez?

«Não, o míster de certeza sabe que pode contar com o Pote. Se foi chamado é porque está atento àquilo que ele tem feito no Sporting. Hoje foi apenas gestão, perceber que ele esteve algum tempo parado, esperávamos que ele tivesse tido alguns minutos na seleção para lhe dar alguma confiança e algum acréscimo na parte física, mas, por tudo o que será o mês, achámos que seria ideal fazer apenas 45 minutos. Fez 45 minutos bons, tínhamos o jogo minimamente controlado, a equipa estava bem e achámos por opção gerir».

Fresneda não estava na ficha

«O Iván acordou com febre, estava doente. Estava convocado para o jogo, mas acordou febril, não estava bem, ficou indisponível e foi para casa. Apenas isso».

Maxi Araujo, Gonçalo Inácio e Diomande ficaram no banco por gestão?

«O Inácio voltou tocado e foi gerido por esse aspeto. O Morten como disse ontem estava doente, hoje não tinha febre, por isso é que acabou por ir a jogo. O Maxi fez dois jogos pela sua seleção e achámos que seria mais importante num segundo momento do que no primeiro. Se tivesse metido o Maxi, teria que tirá-lo aos 50 minutos no máximo. Tentamos gerir o esforço de todos e manter-nos competitivos».