A análise de Rui Borges à vitória do Sporting sobre o Santa Clara (4-2), no Estádio de Alvalade, em jogo da 28.ª jornada da Liga.

Análise ao jogo em que o Sporting começa a perder

«Era importante darmos hoje uma clara demonstração daquilo que é o nosso grupo. Eles deram, simplesmente estavam ligados, num jogo em que sofremos logo um golo, se calhar no único lance que o Santa Clara teve na primeira parte, ao primeiro minuto. A equipa manteve-se fiel ao que tinha de fazer. Fiel à equipa, à nossa ideia de jogo. Manteve-se tranquila, confiante, fomos crescendo com o jogo, fomos criando várias oportunidades e chegámos ao final da primeira parte com um 3-1 mais do que merecido»

«Uma segunda parte em que fomos controlando também, o Santa Clara acaba por acreditar ali nos últimos cinco minutos. No lance que faz o 3-2, é um lance que temos controlado e uma pequena distração do Zeno leva a que o Santa Clara faça o 3-2. Tirando isso, o Santa Clara sempre com bolas longas, primeiras bolas aéreas, segundas bolas de ataque à profundidade, foi sempre um jogo muito próprio, muito físico, muito intenso e competitivo nesse sentido, mas nós, nesse patamar, demos uma grande resposta, muitas vezes de homem para homem, expostos a alguns problemas. Os jogadores que entraram no Santa Clara são bastante rápidos no ataque à profundidade, mas fomos controlando, por isso, acho que a vitória não sofre contestação».

Petit diz que foi prejudicado pela arbitragem

«Acho que a vitória não sofre contestação, ganhámos por 4-2, controlámos o jogo do início ao fim. Claramente a melhor equipa em campo, por isso zero contestação em relação à nossa vitória».

Disse que não queria falar em toalhas, desvalorizou a posição do presidente Frederico Varandas?

«Já falou quem tinha de falar, assino por baixo tudo o que o presidente disser. Quem tinha de falar já falou. Falou o míster Ricardo Costa, é do Sporting, estou com os meus até à morte. Acredito no que disse, conheço o carácter dele, por isso, falou quem tinha de falar».

A equipa adormeceu na segunda parte. Como explica a quebra?

«Muito honestamente, estou feliz com tudo o que a equipa foi capaz. Não houve adormecimento nenhum, é natural que o ritmo fosse caindo, por tudo o que foi as seleções. A equipa esteve bem, o Santa Clara acreditou ali no 3-2, num lance que acaba por ser uma desconcentração nossa, nada mais do que isso. Não deixamos o Santa Clara entrar nesse jogo, muito feliz com a resposta da equipa.

O Sporting marcou dois golos pela esquerda

«O Santa Clara estava a defender num 4x4x2 pouco intenso naquilo que eram as acelerações, dáva-nos muito tempo para encaixarmos no meio-campo ofensivo. Na direita tínhamos muita largura, o Vagiannidis podia criar superioridade por ali, tínhamos o Trincão, o Geny, mas a linha defensiva do Santa Clara demora a alargar e sabíamos que quando a bola entrasse no corredor podíamos criar perigo. O Dani e o Morita acabam por dar o que Morten dava com bola, dão clareza, calma, tranquilidade. Têm essa capacidade de jogfo curto, jogo longe e o Dani acaba por dar essa dinâmica, essa maior mobilidade. Fico feliz porque ele tem crescido imenso, tem-se tornado um jogador diferente do que era. ´reconhecido por todos a sua qualidade. Feliz por o ver voltar depois de uma longa paragem, é mérito dele».

Recorde de 17 vitórias consecutivas em Alvalade

«Fico feliz por alguma forma continuar a marcar a história do Sporting. Não ligo muito à parte individual, ligo à coletiva, mas dou mérito aos jogadores, são eles que ficammais marcados por essas vitórias consecutivas».