Jorge Silas, treinador do Sporting, depois da vitória sobre o Marítimo (1-0), em jogo da 18.ª jornada da Liga:

[Análise ao jogo]

- Controlamos totalmente. Uma ou outra vez deixámos o Marítimo ir à nossa área, fruto também da nossa ansiedade. Não podemos estar muitos jogos sem ganhar, mas depois reagimos bem, com muitos jogadores novos. O Jovane, o Plata, jogadores jovens que estiveram muito bem. Tivemos um pouco de ansiedade, mas de maneira geral, controlámos. O Marítimo também nos colocou problemas, o José Gomes tem um futebol positivo.

[Foi o último jogo de Bruno Fernandes?

- Não posso confirmar. Gostaria que ele continuasse até a final da temporada, mas não sei.

[A falta de apoio dos adeptos atrapalhou a equipa?]

- Não senti falta de apoio. Houve resposta há ansiedade da equipa, mas não notei essa falta de apoio à equipa. Se nos tivéssemos ressentido, na segunda parte jogaríamos pior. Há sempre uma frustração por um lance mal definido ou uma jogada mal feita, mas isso é normal.

[A ansiedade que falou pode estar relacionada com a eminente saída do Bruno?]

- O Bruno é um jogador diferente. Vê coisas que ninguém vê. Hoje jogou mais trás, fez mais passes longos, movimentos de rotura. Jogando mais atrás, começam a haver espaços entrelinhas. Qualquer equipa que tivesse o Bruno e depois o perdesse ia ressentir-se. Se por acaso o perdemos, saberemos encontrar soluções. As derrotas tiraram-nos alguma confiança. Quando cheguei também não tínhamos confiança, mas depois fomos ganhando. O ideal é ganhar e jogar bem, mas se tive de escolher quero primeiro ganhar e depois ganhar confiança para jogar melhor.

[Qual foi a chave do jogo?]

- A chave foi os jogadores não desistirem e continuarem a acreditar. Se os jogadores não acreditarem, é mais difícil. O Jovane e o Plata são dois jovens em que acreditamos muito e estão desejosos de mostrar. O futuro está nestes jogadores que têm de começar a ter minutos. Ainda há mais. São irreverentes querem mostrar, têm muita ambição e muita vontade de jogar pelo Sporting. É um fator importante eles poderem participar e poderem serem decisivos.