Rui Patrício, Adrien Silva e William. Campeões europeus e entre o leque dos futebolistas mais valiosos do plantel do Sporting.

Na antevisão ao jogo com o Arouca, Jorge Jesus comentou uma eventual transferências destes três jogadores no final da presente temporada e não negou que, caso esse cenário se concretize, terá dores de cabeça. «Como é óbvio, mexia com a estrutura da equipa», admitiu, lembrando depois as saídas do plantel no início da temporada.

«Se calhar ninguém se lembra que o Sporting perdeu três jogadores [n.d.r.: Slimani, Teo Gutiérrez e João Mário] que fizeram 55 golos. Cinquenta e cinco, fizeram os três!. Mas é o meu trabalho: formar, potencializar jogadores, e, se os perder, faz parte do meu trabalho. [Os que saírem] Com certeza que vão ser os jogadores que mais jogam e que estão a potencializar-se. O que eu queria era não perder nenhum», observou.

Jesus falou de uma realidade à qual está habituado há muitos anos. E sugeriu que, se conseguisse segurar os jogadores mais importantes, talvez lutasse hoje em dia por objetivos mais ambiciosos. «Ao longo dos anos tinha feito grandes equipas, não para Portugal, mas para a Europa, para disputar a Champions. Mas toda a gente sabe que as equipas em Portugal são vendedoras.»

O técnico dos leões falou ainda sobre os jovens valores que aos pouco se vão afirmando na equipa, isto na sequência de uma questão acerca da possibilidade de Matheus Pereira poder realizar, neste domingo frente ao Arouca, o terceiro jogo consecutivo como titular. «O treinador anda sempre à procura de jogadores jovem com qualidade independentemente da nacionalidade», disse, lembrando a estratégia traçada pelo clube para o futuro.

«Matheus? Já no ano passado fez vários jogos a titular. Não tão seguidos como estes. Este seria o terceiro. mas a pouco e pouco tens de dar alguma margem de algum controlo em relação ao seu valor porque é assim que vão crescendo. É errando.» E justificou: «É hoje fazer um bom jogo e amanhã não jogando. Tens de perceber isso quando sentes que o jogador tem qualidade, que é o caso do Matheus.»