Rui Borges, treinador do Sporting, lamentou o «desligamento» da equipa no início da segunda parte no triunfo sobre o Arouca (2-1) e ainda dedicou a vitória à mãe, que é aniversariante.

Análise

«Jogo difícil por tudo, pelo adversário, pelo tempo, pelo desgaste. Controlámos o jogo todo, mas na segunda parte esses primeiros dez minutos mudam o jogo. Depois do empate, eles podiam ter feito o 2-1. Podíamos ter melhores decisões, fomos muito a corredor e podíamos não ter sido tão precipitados.» 

Desligamento na segunda parte

«Não digo desligamento total, mas entrámos com algum 'soupless' nos primeiros dez minutos, muito acomodados. Ao intervalo tentámos despertar e ligar a malta porque sabíamos que isso podia acontecer, mas não adiantou. Às vezes é muito individual, neste caso foi coletivo. É o que é. Soubemos reagir e dar uma palavra aos adeptos que foram incansáveis. Queria dedicar a vitória à minha mãe, a Dona Cândida, que faz anos hoje e sofre muito com os jogos, às vezes mais do que eu.»

Soluções no banco

«Mudei de central porque o Zeno tem mais capacidade de decisão do que o Matheus. É um exemplo. O Trincão nota-se que caiu um bocadinho em termos físicos, tem jogado sempre. Ficámos muito mais fortes em termos coletivos.»

Luis Suárez

«Sobre o Luis destaco a forma como trabalha para a equipa. Tem uma energia muito dele, que empurra a equipa. Os jogadores sabem que ele está lá sempre. Foi uma boa contratação de um jogador que tínhamos identificado antes.» 

Visita ao Dragão

«Não adianta pensar no Dragão, temos muitos jogos até ao Dragão. Para sermos campeões temos de fazer uma segunda volta quase perfeita e mesmo assim pode não chegar. Não podemos vacilar em momento algum. A equipa sabe disso e eu assumo a responsabilidade. A segunda volta vai ser mais difícil, os pontos são mais caros.»