Rui Borges, treinador do Sporting, em declarações na flash interview da Sport TV, após a depois da vitória frente ao Paços de Ferreira, por 3-2, após prolongamento, na terceira eliminatória da Taça de Portugal:

Análise ao jogo

Sabíamos que ia ser um jogo difícil, são jogos da Taça. Vim de escalões inferiores e sei qual é a motivação daquele lado. Uma equipa que em casa, independemente da divisão em que está, acaba por ser organizada e comprometida. Tiveram a sorte, e nós a infelicidade de criarem o 1-0. Fomos criando situações, sabíamos que íamos encontrar um bloco baixo, mas fomos sempre acreditando e criando situações de golo. Às vezes por desinspiração nossa no último passe e remate ou inspiração do guarda-redes adversário e pelo compromisso de alguns defesas do Paços, conseguiram adiar o que nós queríamos. Corremos muito atrás ao longo do tempo São mais 30 minutos que temos de desgaste, mas não será de desculpa para o jogo de quarta-feira.»

Teve de puxar os pesos pesados no banco?

Não é carga pesada. O Luis notou-se que estava amassado e amarrado. Tentámos pôr o Luis só se precisássemos, em poucos minutos e para não levar com o prolongamento. Sabíamos que o desgaste que tiveram nas seleções foi enorme. O Geny (Catamo) igual. Foram dois jogadores que entraram e que sabíamos que podiam dar alguma coisa em poucos minutos. Tirando isso, a malta esteve muito bem. O Ivan (Fresneda) entrou muito bem e deu muita dinâmica ao corredor. O Quenda quando passou para falso lateral esquerdo teve um compromisso enorme, simplificou e esteve muito comprometido. Não posso pedir mais à equipa.»

Diomande acaba esgotado

«Claramente notou-se que é bom que volte. Mas não está no seu melhor. Especialmente num jogo de transição, o desgaste é enorme para a linha defensiva. Enquanto teve força bateu-se muito bem, mas quando não deu tivemos de o tirar. E o Matheus entrou muito bem e criou uma dinâmica diferente à equipa.»

Na Taça não há jogos fáceis

«Eles sabiam disso, até pelos resultados que íamos acompanhando ao longo do dia. Sabemos das dificuldades da Taça… o Santa Clara foi a penáltis com uma equipa da distrital.»

Mário Borges, o filho de Rui Borges que é tomba-gigantes

«Feliz por ele. Trabalha muito. Sei bem aquilo que é focado no seu dia a dia. Mereceu esse golo. Faz por isso. Feliz por vê-lo crescer, mais por ser filho de quem é, mas por tudo o que é como filho e como homem. Feliz também por marcar a história do Alpendorada na Taça de Portugal.»