Na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com Athletic Bilbao, para a Liga dos Campeões, Rui Borges, treinador do Sporting, mostrou-se feliz pelo regresso de Nuno Santos às opções. O técnico também explicou por que deixou Debast em Lisboa e fez um ponto de situação sobre Quaresma.
Regresso de Nuno Santos
«Teve um impacto grande. Já falei várias vezes do Nuno, do impacto diário que ele tem no grupo, É um jogador experiente, que é muito importante para o grupo por tudo o que ele é, enquanto atleta e pessoa. Fico feliz por vê-lo no treino. Liga toda a gente, não deixa ninguém “dormir”. Isso, para mim, é ótimo. Vai chatear-me muito a cabeça, eu sei, mas faz parte. É a personalidade dele. É um jogador que, por tudo o que ganhou no Sporting e por todo o seu passado, é importantíssimo para o grupo. É notório o que representa, por tudo o que aguentou nestes 15 meses, com uma resiliência enorme. É um guerreiro autêntico, há muito poucos capazes de ultrapassar o que ele ultrapassou. Quando cheguei ao Sporting dizia: "Agora que cheguei ao Sporting, infelizmente, não posso contar contigo". Agora, quando não o meter a jogar ele vai dizer: "Então, agora que posso, não me vais meter a jogar?". Estou muito feliz, acrescenta tudo à equipa. É um exemplo. Vai contar muito para os últimos meses da época.»
Ausência de Debast e adaptação de Quaresma à máscara
«Temos de procurar os melhores índices físicos do Ousmane [Diomane], o Edu deu sinais positivos, mas nunca será igual. Mais do que a adaptação é de salientar ele querer treinar e estar disponível para ser opção, isso deixou-me feliz. Não estava nada preocupado com o problema que teve e estava super-motivado para continuar a ajudar a equipa. Mesmo quando se lesionou, disse: “Mister, sexta pode contar comigo”. A vontade dele em ajudar é tanta que me deixa feliz, independentemente da adaptação à máscara. É algo que vai acontecer com o tempo. Com jogo ou sem jogo, ele vai adaptar-se. Há tantos jogadores a jogar com máscara, é algo natural no desporto. Feliz por vê-lo super-motivado. O Debast, em conjunto, achámos melhor ter uma gestão física pelo problema que teve.»