Na antevisão ao jogo com o Athletic Bilbau, Rui Borges foi questionado sobre o percurso enquanto treinador e lembrou com orgulho onde tudo começou, no Mirandela. O treinador do Sporting também revelou por que ainda continua a usar um relógio de 20 euros.

Há sete anos treinava o Mirandela e vencia o Torcatense

«Era mais magro, tinha menos [cabelos] brancos, estava a começar... a evolução faz parte dos desafios diários. O crescimento foi bom, porque chegamos ao Sporting. O Fernando, o meu treinador-adjunto, vinha-me a mostrar umas fotografias no avião desse ano e vinha-me a rir. Há sete ou oito anos ninguém diria que iríamos estar no Sporting a disputar Liga dos Campeões, num grande estádio, com uma grande equipa. Cada clube em que passámos foi importante para o nosso crescimento. Agradeço a todos. O desafio foi sempre diferente e fez-nos crescer. Aprendemos com jogadores, com quem trabalha no clube diariamente. Tudo começou lá atrás quando tinha 26 anos e comecei a treinar a formação do Mirandela. Passei por todos os escalões, desde os sub-6 aos sub-19. Isso fez-me crescer e estar preparado.»

Trajetória enquanto treinador e o relógio de 20 euros

«Eu sinto-me uma pessoa muito simples e o Casio está lá sempre. 20 euros. 19,90€. Lembro-me do meu trajeto, de onde vim e do que me custou. Não é por estar aqui agora que vou ter um relógio de 500 ou 1.000 euros. Agora os estádios têm todos cronómetros, nem precisava de relógios. Define bem o que sou. Sou uma pessoa simples, honesta, direta e serei sempre assim, não consigo ser sempre assim. Sou simples e humilde q.b., porque às vezes, a humildade em excesso é vaidade. Sou muito honesto, muito direto com toda a gente, amigo do amigo, não me esqueço de quem me ajuda e serei sempre grato a quem me ajuda. Serei sempre assim, o Rui de Mirandela.»