Rui Borges garantiu que o Sporting quer fazer história no País Basco, mas deixou claro que, caso os leões não passem diretamente aos oitavos de final da Champions, nada apaga o percurso nesta fase de liga. O treinador do Sporting, em conferência de imprensa, confessou ainda que seria «ótimo» garantir um lugar nos oito primeiros, de forma a poder dar algum descanso à equipa.

Motivação para fazer história

«Isso é algo que me ultrapassa, acho que nunca defrontei uma equipa espanhola. O passado passa-me ao lado, estou focado no que podemos fazer amanhã [quarta-feira]. O grupo tem vontade de fazer algo que ficará marcado na história, que é ficar nos oito primeiros. Mesmo ganhando, podemos não conseguir. Temos de ser iguais a nós próprios, vamos defrontar uma grande equipa, com um ambiente muito próprio, têm uma identidade muito própria pela sua região. Sabemos das dificuldades, será um jogo difícil, mas vamos ser iguais a nós mesmos como nos outros jogos, com muita ambição e a tentar fazer o nosso melhor. Quando chegarmos ao fim, vamos ver qual é a consequência do nosso melhor. Se for ficar nos oito primeiros, muito bom, se não for, bom na mesma. Nada apaga o trajeto fantástico da equipa.»

Ficar aborrecido por não passar diretamente aos oitavos

«Quando não ganhamos, ficamos aborrecidos. Mas estou muito orgulhoso do trajeto da equipa e do que tem demonstrado perante as grandes equipas que defrontámos. Em termos de calendário era ótimo para ter a equipa mais pronta e capaz, para poder controlar algum excesso de carga e cansaço. Era fantástico, mas não jogaremos o jogo a pensar nisso, pensaremos em ganhar e fazer história no clube.»

Sporting acredita que pode chegar longe?

«O sonho é ganhar amanhã [quarta-feira] e ver qual a consequência disso. Não vou mudar o meu discurso, olho sempre para o próximo jogo. Os sonhos concretizam-se, mas derivam do que somos capazes de fazer no caminho. O nosso caminho é defrontar o Athletic, uma grande equipa, na sua casa, num ambiente difícil. Se conseguirmos ultrapassar esta grande equipa, veremos qual será a consequência. Ficarmos nos oito primeiros será extraordinário, se não ficarmos será extraordinário na mesma, por tudo o que a equipa foi capaz de demonstrar perante grandes equipas. Nunca baixámos o nosso nível individual e coletivo.»

Jogo-chave na Champions para chegar com conforto à última jornada

«O primeiro com o Kairat em casa, que ganhamos. A humildade que tivemos em perceber quem defrontámos. Eles sabem muito bem que competição é esta, a qualidade que existe, a humildade para perceber isso em todos os jogos e, depois, a ambição deles, não só na Liga dos Campões, mas em todas a competições. Eles sabem que representam um grande clube e dignificaram-no da melhor maneira. Têm sido extraordinários.»