O presidente do Sporting, José Eduardo Bettencourt, quer implementar «um regime mais presidencialista» no clube e deixou a ideia de que os responsáveis leoninos já estão a investir na próxima época, uma vez que que «neste momento, o objectivo é o quarto lugar». O dirigente fez um ponto da situação do clube num encontro com jornalistas na Academia: «Não será uma passagem do oito para o 80, mas do oito para o 30. Vamos ser mais agressivos no mercado e vamos ser capazes de catapultar o Sporting para outros níveis competitivos.»
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A contratação de um director desportivo será assegurada «o quanto antes», apontou Bettencourt, que pretende criar um modelo mais assente na figura do presidente. Assim, à partida, todas as decisões mais importantes, nomeadamente no que diz respeito ao futebol, deverão passar por si: «Será um modelo mais presidencialista, mais parecido com o do F.C. Porto, que é o que ganha há 30 anos.»
José Eduardo Bettencourt não se pronunciou sobre o futuro de Carvalhal, mas falou do presente recordando o passado: «Neste momento não há condições para ganhar, porque se perderam três, quatro anos em que não aconteceu nada. Encontrámos tudo parado e está a ser preciso recomeçar.»
Para o presidente leonino os problemas desportivos do Sporting também resultaram do facto de os rivais terem investido mais nas suas equipas: «Os nossos concorrentes passaram, em poucos anos, de gastos com o futebol de 25 para 50 milhões. Mesmo aqueles que não conseguiram ficar à nossa frente foram capazes de criar um entusiasmo que proporcionou uma equipa mais competitiva.»
Bettencourt quer que o Sporting tenha maior peso nas decisões do futebol nacional. «Chegou a altura de assumir uma candidatura» às eleições da Liga, que estão marcadas para Maio, revelou o dirigente, acrescentando: «O Sporting tem condições para apresentar um nome forte, capaz de protagonizar uma candidatura de unidade, que seja capaz de convencer o F.C. Porto e o Benfica.»