Aí vão cinco! O Sporting somou o quinto triunfo consecutivo frente ao Nacional (3-2), a melhor série da temporada, com uma exibição de encher o olho em Alvalade. Saiu quase tudo de forma perfeita à equipa de Carlos Carvalhal que até deu um de avanço antes de virar o jogo com mais um golo de Miguel Veloso, o terceiro de 2010 em outros tantos jogos, e mais dois de, claro está, do regressado Liedson. O Nacional ainda reduziu e manteve as emoções em alta até ao último minuto num bom espectáculo de futebol.
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Carlos Carvalhal começou por deixar o levezinho no banco para repetir, na íntegra, o onze que na quarta-feira tinha regressado de Leiria com uma vitória. O Sporting entrou em campo com um futebol fluído, a fazer rolar a bola com passes curtos e movimentações rápidas, mas cedo esbarrou num Nacional mais recuado do que é costume. Jokanovic apostou numa equipa mais conservadora do que é habitual, colocando Cléber entre Tomasevic e Felipe Lopes no centro da defesa e desviando ainda Leandro Salino para a frente dos centrais.
O Sporting tinha o jogo completamente controlado, com destaque, mais uma vez, para as investidas de João Pereira pelo flanco direito, remetendo o Nacional para o seu meio-campo. Os madeirenses, pouco interessados em jogar à bola, procuravam apenas em mantê-la longe da baliza de Bracalli. No entanto, num lance que até parecia inofensivo, a equipa da Choupana chegou primeiro ao golo. Edgar Costa cruzou atrasado da direita e Ruben Micael, na área, desviou de cabeça, colocando a bola fora do alcance de Patrício. As bancadas de Alvalade que, antes do no início do jogo tinham comemorado o golo do Paços no Dragão, silenciaram-se...mas por pouco tempo.
Mais um de Miguel Veloso
O leão reagiu de imediato e, um minuto depois, João Moutinho abriu caminho com uma «bomba» que obrigou Bracalli a uma defesa incompleta. Hélder Postiga recuperou a bola, Moutinho amaciou-a e Miguel Veloso encheu o pé, desta vez o direito, para o seu terceiro golo do ano. Um golo que reanimou as bancadas e o próprio jogo. O Nacional abriu finalmente as suas linhas e as oportunidades sucederam-se, com Bracalli a dar «show» até ao intervalo com boas defesas a remates de Izmailov e Miguel Veloso.
O intervalo chegou com o Sporting em crescendo e a segunda parte começou da mesma forma, com os leões a pressionarem junto à baliza de Bracalli, a criarem oportunidades, mas a falharem no momento da finalização.
Liedson, pois claro
Era preciso alguém na área para resolver e toda a gente sabia quem era. Quando Carvalhal pediu a Liedson para se levantar, as bancadas reagiram como se o Sporting já tivesse marcado o golo da reviravolta. Foram precisos esperar apenas mais dois minutos: canto de Moutinho, desvio de Izmailov ao primeiro poste e, como não podia deixar de ser, golo de Liedson.
As bancadas cantaram o nome do levezinho, enquanto o Sporting prosseguia o espectáculo no relvado diante de um Nacional que tinha minguado em relação à primeira parte. As saudades eram muitas e Liedson fez mais um golo para delírio dos adeptos, mas o jogo ainda não tinha acabado.
Pelo contrário, estava mais aberto do que nunca e, agora, com um Nacional ressuscitado. Entre uma mão cheia de oportunidades perdidas pelos leões, Edgar Silva reduziu num lance confuso e o leão, que chegou a parecer seguro e autoritário, vacilou.
As emoções mantiveram-se em alta até ao apito final, com o Nacional a ameaçar o empate, enquanto o Sporting procurava o quarto golo. Só com o apito final é que as bancadas comemoraram efusivamente um resultado que permite ao Sporting descolar do Nacional no quarto lugar e reduzir, pelo menos para o F.C. Porto, a diferença para o trio da frente.