O treinador do Sporting, Rui Borges, fez, esta segunda-feira, a antevisão ao jogo com o FC Porto (terça-feira, 20h45) para a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.
Se teme que seja um clássico com mais receio de perder, tendo em conta que há segunda mão:
«Não se trata de receio, trata-se de respeito. São duas grandes equipas, que se respeitam e sabem que, cada uma à sua maneira, tem a sua força. E, dentro da estratégia para ganhar, temos de estar protegidos para o poderio do adversário. É natural que, em alguns momentos, se torne mais estratégico. Acredito que seja um bom jogo, com duas equipas competitivas, a quererem ganhar, dentro das suas forças. E os jogos grandes, por norma, acabam por ter alguma estratégia a mais e não tem a ver com o não querer ganhar. Tem a ver com o jogo e o respeito de parte a parte, grandes jogadores de um lado e outro e em alguns momentoso temos de ser inteligentes e não nos expormos a algumas coisas. Qualquer deslize pode sair caro, a estratégia faz parte do futebol.»
Diferenças para o jogo de Alvalade, para a Liga:
«Não, penso que não são muito diferentes, mas o jogo em si é diferente, o momento em si, o momento individual, a fase dá época, mais cansaço, mais sobrecarga dos atletas. Tudo pode condicionar e levar a que o jogo seja um pouco diferente. Mas a identidade e a estratégia acho que não são diferentes. São jogos disputados, com duas boas equipas e qualquer momento, pelo equilíbrio, pode dar para um lado e para outro. Algum pequeno deslize de concentração pode sair caro de parte a parte. Acho que as equipas, no que é a ideia, estão idênticas. No que é o momento, pode diferenciar: um momento individual do jogador, que leve a que o coletivo também varie um pouco nesse sentido.»
Meia-final volta a ser a uma mão na próxima época:
«Eu vou dizer que é positivo só por pensar que – e eu vim lá de trás – para as equipas de escalões inferiores, é uma oportunidade de disputar, com uma equipa de valor maior, digamos. É continuar a ter oportunidade de jogar em sua casa e de se fazer valer por isso. Por isso, acho que acaba por ser mais justo, para quem vem de escalões inferiores, continuar a ter até ao fim da competição a oportunidade de jogar apenas em casa e de sonhar. Porque, quando eu estive lá, também sonhava muito (risos). E continuo a sonhar, felizmente, por coisas especiais.»