Rui Jorge anunciou esta quinta-feira a primeira convocatória para a fase de qualificação para o Campeonato da Europa de sub-21. Um novo ciclo com muitas caras novas, mas a mesma ambição de sempre para encarar os primeiros jogos com Gibraltar e Bielorrússia.

«Não se trata de sangue novo, trata-se de uma mudança de geração. Teremos seis que já estiveram connosco, essa é a normalidade. No caso dos Sub-21 procuramos que seja uma normalidade. Queremos preparar as gerações futuras com alguns que já estiveram connosco. É o normal, terminou uma geração, chega outra», referiu.

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Dezassete estreias neste escalão e uma estreia absoluta, como é o caso de Dany Mota, jovem avançado nascido no Luxemburgo e que joga nos escalões de formação da Juventus. «Em relação ao Dany, há várias formas de chegar ao topo. Queremos os melhores independentemente do percurso deles. Há jogadores que chegam por outras vias, mas não podemos deixar de olhar para eles», comentou.

Será o oitavo ano consecutivo de Rui Jorge à frente dos sub-21 e nunca o leque de escolhas foi tão diversificado. «A realidade hoje é completamente diferente. A mudança nos quadros competitivos permite o crescimento dos jogadores seja feito de forma diferente. Neste caso concreto, comparando com altura em que entramos para este cargo, é muito maior a oferta de jogadores a jogar em patamares elevados», começou por referir o selecionador depois do anúncio da convocatória.

Uma nova geração com dezassete estreias neste escalão, mas a ambição de sempre. «O que estes jogadores podem trazer é o mesmo que as gerações anteriores. É uma mudança de ciclo. Poucos sem mantêm. Qualquer jogador que chega a este espaço, faz o mesmo de sempre. Procura mostrar qualidade para chegar a outros patamares», prosseguiu.

O objetivo de Portugal passa por chegar a mais uma fase final. «Em termos desportivos vamos tentar o apuramento para fase final. Sabemos as dificuldades que isso acarreta. Vamos tentar explorar a qualidade dos nossos jogadores e procurar dignificar os nossos jogadores além-fronteiras. Queremos manter a boa imagem do jogador português a este nível», referiu.

Portugal vai defrontar primeiro Gibraltar, em Alverca, depois viaja até à Bielorrússia. Duas seleções que já jogaram nesta fase de qualificação. «Já tivemos a oportunidade de os ver porque ambos já jogaram. Estamos a falar de equipas de valor destinto. Gibraltar não é do nível de Portugal, é uma seleção de nível mais baixo que, obviamente, vamos respeitar e tentar mostrar essa superioridade», começou por referir.

Quanto à Bielorrússia, o grau de dificuldade será maior. «A Bielorrúsia é uma equipa mais equilibrada, mas dentro da normalidade, não é das equipas tidas como cabeças de série, mas vamos defrontar equipas bem mais fortes se quisermos atingir outros patamares», acrescentou.

A Holanda será, à partida, o principal adversário de Portugal neste grupo que conta ainda com o Chipre e a Noruega. «Não quero dizer que é porque a Holanda ainda não jogou. Falamos de um escalão em que as coisas mudam muito de um ano para o outro. Não vamos falar de uma hipotética qualidade da Holanda. Normalmente é uma seleção que apresenta qualidade, temos essa tendência de apontar a Holanda, mas eu não gosto de o fazer», referiu.

A verdade é que Portugal começa a qualificação em casa diante do adversário mais acessível. «Foi o calendário que determinou. Na altura discutiram-se os jogos e acertam-se os calendários, foi o que calhou. É um bom jogo para começar quando se tem muita gente nova e pouco tempo para treinar», comentou.

Apesar do grupo contar com muitas caras novas, há grupo grande de jogadores que já se conhece muito bem, uma vez que esta convocatória integra boa parte da geração de 1999 que conquistou os títulos europeus de Sub-17 e Sub-19. «Há jogadores dessa geração, mas também há de 2000 e 2001. Olhamos para a qualidade, para o que achamos que os jogadores vão dar no futuro e não para aquilo que fizeram no passado. O maior erro que os jogadores podem cometer é olhar para o passado e não para o futuro», referiu ainda.