«Nestes jogos tão competitivos há sempre pressão dos dois lados, para treinadores e jogadores de ambas as equipas. Temos de ter atenção que Portugal perdeu 7 pontos [nesta qualificação] e nós perdemos 4. Mesmo que a Suécia perca este jogo, o que não me acredito, ainda estaremos na corrida. Já Portugal, se perder, vai ficar sem grandes chances de apuramento. Acho que há mais pressão para os portugueses», começou por dizer Lars Lagerback aos jornalistas portugueses.

Lagerback espera uma partida agradável entre duas equipas «fortes», apesar da ausência do seu principal jogador. «Vai ser um jogo renhido, bem disputado. Eu não falaria em favoritos. A ausência do Ibrahimovic influencia o nosso jogo, muda a nossa forma de jogar. Temos outros bons jogadores mas não com a sua qualidade, nesse sentido ficamos mais fracos. Mas não é uma ausência que nos vá afectar em excesso, a base do jogo da Suécia será igual», disse o treinador, antes de recusar a divulgação antecipada do onze sueco.

Questionado sobre se via Portugal como uma equipa ou um grupo de bons jogadores, Lagerback não poupou nos elogios. «As duas coisas. Portugal tem grandes individualidades mas também uma base de jogo muito boa. Tem um bom ataque, jogadores com boa técnica individual, uma equipa muito forte nos passes, das melhores. Tem uma forma de jogar agradável.»

«Deco? Os médios são todos bons»

A dúvida acerca da presença de Deco na partida deste sábado é totalmente indiferente ao seleccionador sueco, porque o perigo não está só no número dez. «Com ou sem Deco? Não importa. Para nós não importa, tenho muito respeito por ele, é um jogador experiente, auto-confiante, com grande visão, mas ao olhar para os outros médios de Portugal temos de nos preocupar com todos. Eles podem sentir a falta dele, mas para nós tanto faz que jogue Deco ou outro qualquer.»

Recuando um pouquinho na história, Lagerback faz uma análise à pouca sorte de Portugal dos últimos tempos. «Com Scolari formaram um bom grupo, praticavam bom futebol mas não conseguiram os objectivos. A selecção portuguesa foi algo infeliz nos últimos anos. E nos últimos jogos, como contra a Albânia, por exemplo. Às vezes acontece no futebol, a bola não entra, não se consegue marcar. E assim não se ganha.»