Apenas seis equipas terminaram a Liga 2009/10 com o mesmo treinador que tinha iniciado a época. Benfica, Sp. Braga, F.C. Porto, Nacional, Rio Ave e Olhanense foram fiéis às suas escolhas iniciais, ainda que a equipa madeirense tenha ficado privada de Manuel Machado durante algum tempo, devido a um grave problema de saúde. Todos os outros emblemas trocaram de técnico, sendo que o Leixões foi o único que saiu a perder com a mudança.

A equipa matosinhense terminou a Liga na última posição, o que comprova aquilo que os números adiantam: a troca não trouxe nada de positivo. José Mota fez 18 jogos, somando 3 vitórias, 5 empates e 10 derrotas, pelo que conquistou 26 por cento dos pontos que disputou (14 de 54). Chegou depois Fernando Castro Santos, que em 12 jogos conseguiu apenas 2 vitórias e um empate (7 pontos em 36), o que dá uma percentagem de 19%. Sendo assim, a troca de treinador resultou numa quebra de 7 por cento, na percentagem de pontos conquistados.

O Belenenses pouco ganhou com a troca de treinador, até por ter sido despromovido, mas ainda assim a evolução foi positiva. João Carlos Pereira fez 10 pontos em 14 jogos (24 por cento), mas António Conceição ultrapassou este registo com a vitória na última jornada, conquistando 13 pontos em 48 (27 por cento).

Augusto Inácio foi o melhor «reforço» para o banco

A Naval 1º de Maio foi, das dez equipas que trocou de treinador, aquela que mais ganhou com isso. A equipa da Figueira da Foz começou por ser orientada por Ulisses Morais, que em três jogos somou apenas um ponto (11 por cento). Fernando Mira fez o jogo de transição para Augusto Inácio, que em 26 jogos somou 35 pontos (45 por cento). Quer isto dizer que a Naval, com o novo técnico, cresceu 34 por cento na percentagem de pontos conquistados.

Referência ainda para o Sporting, que foi o único dos «grandes» a trocar de treinador. Paulo Bento somou 13 pontos em 9 jogos, o que dá uma percentagem de 48 por cento. Carlos Carvalhal conquistou 34 pontos, pelo que conquistou 57 por cento dos pontos que disputou. A troca de treinador trouxe um crescimento de 9 por cento.

Efeitos das trocas de treinador:

Naval

Ulisses Morais: 3 j, 1 empate, 2 d = 1 ponto em 9 (11%)

(Fernando Mira fez um jogo de transição)

Augusto Inácio: 26 j, 10 v, 5 e, 11 d = 35 em 78 (45%)

Académica

Rogério Gonçalves: 7 j, 3e, 4d = 3 em 21 (14%)

Villas Boas: 23j, 8v, 6e, 9d = 30 em 69 (43%)

V. Setúbal

Carlos Azenha: 4j, 1e, 3d = 1 ponto em 12 (8%)

(Quim fez a transição, orientado a equipa em três jogos)

Manuel Fernandes: 23j, 4v, 9e, 10d = 21 em 69 (30%)

Marítimo

Carlos Carvalhal: 6j, 1v, 2e, 3d = 5 em 18 (28%)

Van der Gaag: 24j, 10v, 6e, 8d = 36 em 72 (50%)

V. Guimarães

Nelo Vingada: 7j, 1v, 3e, 3d = 6 em 21 (29%)

Paulo Sérgio: 23j, 10v, 5e, 8d = 35 em 69 (51%)

Sporting

Paulo Bento: 9j, 3v, 4e, 2d = 13 em 27 (48%)

(Leonel Pontes fez um jogo de transição)

Carlos Carvalhal: 20j, 10v, 4e, 6d = 34 em 60 (57%)

P. Ferreira

Paulo Sérgio: 7j, 1v, 4e, 2d = 7 em 21 (33%)

Ulisses Morais: 23j, 7v, 7e, 9d = 28 em 69 (41%)

U. Leiria

Manuel Fernandes: 7 j, 1v, 4e, 2d = 7 em 21 (33%)

Lito Vidigal: 23j, 8v, 4e, 11d = 28 em 69 (41%)

Belenenses

João Carlos Pereira: 14j, 1v, 7e, 6d = 10 em 42 (24%)

António Conceição: 16j, 3v, 4e, 9d = 13 em 48 (27%)

Leixões

José Mota: 18j, 3v, 5e, 10d = 14 em 54 (26%)

Castro Santos: 12j, 2v, 1e, 9d = 7 em 36 (19%)

«Ranking»:

Naval: 34%

Académica: 29%

V. Setúbal, Marítimo e V. Guimarães: 22%

Sporting: 9%

P. Ferreira e U. Leiria: 8%

Belenenses: 3%

Leixões: -7%