A história deste Estoril-Nacional resume-se a dez minutos, pouco mais do que isso. Foi nesse período, ou sobretudo nesse período, que a equipa da casa deu um verdadeiro festival de futebol. De bem jogar e de eficácia, também. Do melhor que se viu na Liga 2012/13.

Aos 12 minutos já o Estoril tinha marcado três golos, fruto de três belas jogadas coletivas. Um festival digno tem de ter um carrocel, e o de Marco Silva está logo à frente. A mobilidade do tridente ofensivo foi rápida a causar estragos avultados nas ambições do Nacional.

Luís Leal apareceu duas vezes no flanco direito a cruzar com precisão para os golos de Carlitos (6m) e Carlos Eduardo (9m). Mas pouco depois o número 9 «canarinho» entendeu que estava na altura de assumir o protagonismo principal e fez o 3-0 aos 12 minutos, após cruzamento de Jefferson.

Quando o Nacional saiu do carrocel e reencontrou o equilíbrio já o jogo estava perdido. Manuel Machado começou por adiantar Claudemir para dar mais coesão ao meio-campo, recuando João Aurélio para lateral direito, mas aos 25 minutos tirou mesmo Aly Ghazal, lançando Jota.

Um duplo golpe final, ainda faltavam 40 minutos

O Nacional regressava ao 4x2x3x1 com que iniciou o jogo, depois de uma breve passagem pelo 4x3x3. A equipa madeirense procurou reagir, mas sem conseguir criar uma clara situação de golo. Apenas alguns remates de fora da área, por Mateus ou Moreno, e o perigo inevitável dos livres de Claudemir.

O quarto golo do Estoril parecia mais próximo, na verdade. Como na última jogada do primeiro tempo, um livre direto de Jefferson que passou bem perto do poste.

Não foi aqui, foi ao quarto minuto da etapa complementar. Miguel Rodrigues foi expulso por uma falta sobre Luís Leal, à entrada da área, e Carlos Eduardo tirou proveito do livre direto para bisar.

O jogo acabou mesmo aí, embora se tenham jogado mais quarenta minutos. Derrubado animicamente e em inferioridade numérica, o Nacional limitou-se a esperar pelo apito final.

O Estoril, por seu lado, procurou gerir o esforço, ainda que a Liga descanse no próximo fim de semana. O triunfo deste domingo permite à equipa de Marco Silva recuperar o quinto lugar, e o festival que proporcionou é digno de fundos comunitários.