Gilberto Madail depôs esta quarta-feira sobre a viciação da classificação de árbitros no âmbito do julgamento do processo «Apito Dourado». O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) recordou que «embora se dissesse que havia qualquer coisa, não se conseguia provar», tendo as situações sido comunicadas à Polícia Judiciária (PJ) em 2007, e negou ter qualquer relação de amizade com Pinto de Sousa, um dos 16 arguidos neste processo e antigo presidente do Conselho de Arbitragem da FPF (de 1983 a 1989 e de 1998 a 2004).
O dirigente sublinhou ainda que apenas foi confrontado com o processo «Apito Dourado» em 2004 e que a FPF alertava a PJ «sempre que havia uma denúncia»: «Nunca me apercebi de alguma situação e fui surpreendido em 2004, quando ia para o congresso da FIFA e soube que a PJ estava na sede da FPF.» Madail acrescentou ainda que aos visados nas escutas telefónicas realizadas foram instaurados processos disciplinares.
O presidente da FPF esclareceu ainda que limitou-se «a reconduzir Pinto de Sousa» no cargo que ocupava e acrescento que o mesmo «tem a porta aberta se for provado que é inocente», embora ressalve que as circunstâncias que envolvem o Apito tornem essa decisão «complicada».
Esta foi a terceira audiência no Campus da Justiça, em que 16 arguidos estão indiciados dos crimes de falsificação de documentos para a promoção e despromoção de categoria de árbitros em 2002/03 e 2003/04.