Ricardo Costa, presidente da Comissão Disciplinar (CD) da Liga, garantiu, em entrevista à SIC Notícias, que foi o Hermínio Loureiro quem lhe pediu para que não se demitisse depois de ter admitido acompanhar ex-presidente na sua saída.
«Ao final da tarde de quarta-feira, estava a dar aulas em Coimbra e o presidente Hermínio Loureiro ligou-me. Ele já sabia qual era a decisão do Conselho de Justiça e estava indignado. Comunicou-me que tinha tomada a decisão individual de se demitir. Eu mostrei-me disponível para fazer o mesmo, em conjunto com a minha equipa, como forma de solidariedade. Solicitou-me que não o fizesse para que não fosse afectado o normal funcionamento da Liga. Só não continuaríamos se houvesse renúncia de todos os órgãos eleitos, foi o que determinámos em reunião da Comissão», começou por dizer o responsável.
O dirigente assegurou ter «todas as condições para continuar» em funções e lembrou que o seu «trabalho tem sido reconhecido pelos quatro Conselhos de Justiça que já passaram pela Federação» desde que chegou à Liga. Ricardo Costa atirou ainda, em final de mandato, que «o futebol tem sido escola de vida», com «a falta de princípios e valores das pessoas» e falou ainda de uma «estratégia de extermínio da Comissão Disciplinar, visível nas últimas semanas», com manobras de «desgaste e intimidação.»
O presidente da CD acrescentou que o órgão tem «um colete de protecção muito forte que é a consciência», que «uma parte do futebol não consegue conviver com quem faz da seriedade o seu modo de vida» e que «há pessoas que não gostam de transparência», terminando com uma frase de Hermínio Loureiro, proferida ontem: «Depois de tudo o que nós passámos você tem de ficar até ao fim.»