Rui Borges, treinador do Sporting, em declarações na conferencia de imprensa após a derrota (2-1) com o Torreense, na final da Taça de Portugal. O técnico leonino justificou as opções, lamentou-se pelos jogadores e afirmou que toda a equipa de precisar de crescer junta.

Sporting foi reativo ao longo do jogo

«Temos de ser mais proativos do que reativos. Fomos ao longo do jogo uma equipa muito reativa.  Não conseguimos ter a sensibilidade que tínhamos no último terço. Apesar de que fomos controlando o jogo. Andámos sempre atrás do prejuízo. É levantar a cabeça e perceber tudo. Também perceber o que é que temos de fazer melhor, não só em relação a este jogo, mas na relação ao que foi a época. É ingrato para os jogadores principalmente.»

Leões «não mereceram» ganhar

«Não ganhámos porque não merecemos. Tínhamos de antecipar muitas coisas e não tivemos essa capacidade. Sofrer o golo logo ao início também levou a alguma desconfiança ou até a algum cansaço mental. Se calhar por isso não fomos capazes ao longo de todo o jogo de sermos o Sporting com a qualidade acima do normal.»

Precisam de «crescer juntos»

«Queríamos muito ganhar, mas não fomos capazes. Temos de crescer juntos para não chegar ao final da época sem conquistas.  Ninguém quer. Nós e os adeptos não gostamos. Não estão (os adeptos) mais tristes do que nós de certeza. A época não acaba por ser positiva porque a melhor forma de valorizar seria com conquistas. Não podemos estar contentes… é perceber o que temos de melhorar.  Em momentos chaves não conseguimos ser tão fortes como devíamos. Dói… claro que dói.

Opção de Diomande

«Opção, apenas e só isso. No último jogo, a equipa fez um belíssimo jogo e o Diomande não jogou. Foi uma decisão minha. Não perdemos a final da Taça pelo Diomande não jogar de início.»

Pressão para a próxima época?

«Entrei no Sporting sobre ‘brasas’. A contestação é natural. Mal seria se não fosse. Isso é natural como em qualquer ser humano.»